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02 de abril de 2026

PIB cresceu 3,2% em 2023, totalizando R$ 10,9 trilhões, mostram dados definitivos do IBGE


Por Agência Estado Publicado 06/11/2025 às 10h38
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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,2% em 2023, segundo dados anuais definitivos do Sistema de Contas Nacionais, divulgados nesta quinta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB somou R$ 10,9 trilhões no ano de 2023. O PIB per capita foi de R$ 51.693,92.

“Nesta publicação, o Sistema de Contas Nacionais terá como base os resultados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, já que o IBGE está com o projeto de reformulação da série do Sistema de Contas Nacionais, ano base 2010 para ano base 2021. Com isso, estamos publicando as tabelas atualizadas somente até 2023, quando houver informação, e as notas técnicas”, ponderou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, em nota oficial.

Sob a ótica da oferta, o PIB dos Serviços cresceu 2,8% em 2023, o da Indústria teve elevação de 1,7%, enquanto o da Agropecuária saltou 16,3%.

Pelo lado da demanda, o consumo final cresceu 3,4%: o consumo final das famílias subiu 3,2%, enquanto o consumo do governo avançou 3,8%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos do PIB) encolheu 3% em 2023, após ter aumentado 1,1% em 2022. A taxa de investimento foi de 16,4% no ano de 2023.

Na ótica da demanda, o crescimento de 3,2% do PIB teve contribuição de 2,0 pontos porcentuais da demanda interna, puxada pelo consumo das famílias, e 1,3 ponto porcentual da demanda externa, que também subiu, já que as exportações brasileiras de bens e serviços cresceram mais do que as importações.

O valor adicionado bruto cresceu 3,4% no ano de 2023, com contribuição de 1,9 ponto porcentual dos Serviços, 0,4 ponto porcentual da Indústria, e 1,1 ponto porcentual da Agropecuária.

O IBGE frisou, em nota, que a divulgação detalhada do PIB anual definitivo está temporariamente suspensa, mantendo-se apenas estimativas agregadas, em razão da transição para a nova base 2021.

“A exigência de realização desse projeto leva à definição de um período de transição em que a divulgação da série mais detalhada é suspensa temporariamente. Tais resultados não incluirão, então, o detalhamento propiciado pelas Tabelas de Recursos e Usos (TRU) e pelas Contas Econômicas Integradas (CEI) publicadas anualmente. No entanto, serão mantidas as estimativas mais agregadas, publicadas com a metodologia em vigor, e divulgadas com uma especial ênfase em seu caráter preliminar que terão como base o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais que divulga TRU 12 atividades por 12 produtos e as Contas Econômicas Trimestrais com a economia nacional agregada”, concluiu o instituto.

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