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04 de fevereiro de 2026

PMI de serviços do Brasil desacelera para 51,3 em janeiro, mostra S&P


Por Agência Estado Publicado 04/02/2026 às 10h30
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O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) a respeito da atividade do setor de serviços do Brasil desacelerou o ritmo de crescimento, de 53,7 pontos em dezembro para 51,3 em janeiro, informou nesta quarta-feira, 4, a S&P Global. Leituras acima de 50,0 pontos indicam expansão da atividade. O movimento, portanto, significa um ritmo de crescimento mais suave na passagem de um mês para o outro.

“Com a moderação da demanda por serviços, as empresas restringiram os aumentos da atividade, rebaixaram as previsões de atividade de serviços e cortaram as contratações”, detalhou, em nota, a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyana de Lima. “A eliminação de postos de trabalho significa que as famílias têm menos dinheiro para gastar e, se sustentada, a desaceleração pode se espalhar rapidamente dos serviços para outros setores”, complementa ela.

Conforme relatório da S&P onde foram divulgados os dados, os empresários do setor que responderam à pesquisa estavam menos otimistas em relação às perspectivas futuras.

Os provedores de serviços mencionaram preocupação com políticas públicas, os efeitos das eleições presidenciais deste ano e as tensões geopolíticas.

Apesar da desaceleração do crescimento na margem , Lima destacou que a pesquisa do mês mostrou novo declínio na inflação de serviços. “Notavelmente, os encargos de custos aumentaram no ritmo mais lento em vinte meses, abrindo espaço para um corte de juros nos próximos meses”, disse ela.

PMI Composto

O PMI Composto, que mede a atividade conjunta das empresas de serviços e da indústria, caiu de 52,1 em dezembro para 49,9 em janeiro.

“Com a economia de serviços perdendo seu vigor e o setor industrial aprofundando sua retração, os resultados do PMI de janeiro destacaram a fragilidade em todo o setor privado combinado. Os novos pedidos caíram, a atividade estagnou de maneira geral e o emprego diminuiu pela primeira vez em três meses, em um sinal de alerta de que a saúde econômica geral do País permanece delicada”, avalia Lima.

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