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03 de junho de 2026

Presidente do BC do Japão diz que pode elevar juros se inflação representar maior risco


Por Agência Estado Publicado 03/06/2026 às 10h50
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O Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) pode olhar além da incerteza no Oriente Médio e elevar a taxa de juros se a inflação passar a representar um risco maior para a economia do que a possibilidade de desaceleração do crescimento, afirmou nesta quarta-feira, 3, o presidente da instituição, Kazuo Ueda.

“Mesmo que a situação permaneça incerta, caso se julgue que os riscos de alta para os preços superam os riscos de baixa para a atividade econômica, será necessário discutir cuidadosamente os prós e contras de elevar a taxa de juros de política monetária”, disse Ueda em discurso.

“O banco continuará elevando a taxa de juros de política monetária em um ritmo apropriado”, acrescentou, em observações que tendem a reforçar as expectativas do mercado por uma alta na próxima reunião do BoJ, em junho.

Antes do discurso, na tarde desta quarta-feira (pelo horário de Tóquio), os mercados já precificavam probabilidade superior a 80% de elevação de juros ainda neste mês.

O conselho de política do BoJ tem demonstrado preocupação crescente com o impacto que o choque de energia provocado pelas tensões no Oriente Médio pode ter sobre a dinâmica da inflação.

Ueda afirmou que os riscos altistas para os preços podem se materializar antes dos efeitos negativos sobre a atividade.

Com um ciclo positivo de salários e preços em andamento e juros reais profundamente negativos, a alta do petróleo tem se tornado cada vez mais propensa a gerar efeitos secundários que empurrem a inflação subjacente acima das projeções, disse.

Segundo Ueda, empresas japonesas, que por décadas relutaram em repassar aumentos após um longo período de deflação, passaram recentemente a adotar estratégias de precificação mais agressivas. Isso aumenta a chance de que custos mais altos de energia sejam transferidos ao consumidor.

O PMI composto de maio da S&P Global, que mede a atividade da indústria e de serviços, mostrou que as pressões de custos voltaram a se intensificar. Os preços de insumos avançaram no ritmo mais forte em 43 meses, enquanto a inflação dos preços cobrados acelerou para um novo recorde.

Um iene fraco segue como outro ponto de pressão inflacionária.

Apesar da intervenção recorde do Japão no mercado de câmbio no último mês, a moeda voltou a se enfraquecer em direção a 160 ienes por dólar.

Mais cedo, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, reiterou um alerta verbal ao mercado de que o governo está pronto para adotar medidas apropriadas para defender a moeda. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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