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03 de junho de 2026

Proporção das instituições que vê risco fiscal como mais importante cai de 37% para 27%, diz BC


Por Agência Estado Publicado 03/06/2026 às 16h09
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O risco fiscal ainda é visto pela maior parte das instituições como o principal à estabilidade financeira, mas perdeu força mais uma vez, indica a Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF) do Banco Central de maio, publicada nesta quarta-feira, 3. A proporção de instituições que o destacam caiu 37% em fevereiro para 27% em maio. Em novembro de 2025, era de 42%.

Em contrapartida, avançou novamente a proporção de instituições que indicam o cenário internacional como principal ameaça. Ela passou de 10% em novembro para 15% em fevereiro e 24% nesta edição.

As menções a outros riscos pela pesquisa também oscilaram entre fevereiro e maio. Diminuíram as casas que destacaram a inadimplência e atividade (24% para 21%) e demais riscos (16% para 12%), enquanto aumentaram as que destacaram o risco operacional (8% para 12%) e a inflação doméstica (1% para 3%).

No relatório que acompanha a PEF, o BC destacou que a avaliação das IFs pesquisadas sobre os riscos à estabilidade financeira para os três próximos anos é de acúmulo de riscos nas seguintes frentes: preocupações persistentes a respeito do alto endividamento num ambiente de taxas de juros elevadas, aumento de inadimplência e de recuperações judiciais de empresas; preocupações com a guerra no Oriente Médio e seus desdobramentos para inflação no Brasil; e preocupações com o crescimento da dívida pública, déficit primário persistente, e seu impacto na curva de juros.

A autoridade monetária também destacou que a avaliação das IFs sobre o ciclo econômico e financeiro apontou uma tendência de estabilidade em nível elevado na alavancagem das famílias e empresas, o que poderia impulsionar ainda mais a inadimplência.

Índice de Confiança do SFN

O índice de confiança no Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu pela sexta leitura seguida, de 73,04 pontos em fevereiro para 71,79 pontos em maio. “A confiança no SFN segue alta, mas com nova queda na margem”, observou o BC.

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