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14 de janeiro de 2026

Real tem pior performance que pares com correção e desconforto geopolítico


Por Agência Estado Publicado 14/01/2026 às 18h52
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O dólar voltou a ganhar força na reta final do pregão, com o real tendo o pior desempenho entre as principais divisas de emergentes e exportadores de commodities, por conta de um movimento de correção alinhado a um desconforto geopolítico.

O maior ponto de estresse – que fez a divisa tocar R$ 5,42 pela manhã – decorreu da orientação do Departamento de Estado dos Estados Unidos de suspender a emissão de vistos para cidadãos brasileiros. Contudo, a moeda chegou a apagar os ganhos no início da tarde com o entendimento de que a medida se estende a outros 74 países e não se aplicará a vistos de não imigrante, categoria que compõe a grande maioria dos solicitantes.

Nos últimos minutos da sessão o fator voltou a chamar a atenção junto com as tensões no Irã e na Groenlândia, que minam apetite a risco. Assim, o dólar à vista fechou em alta de 0,46%, a R$ 5,4008, enquanto o contrato futuro para fevereiro subia 0,33%, a R$ 5,414.

“A moeda está mais esticada, então pode ser movimento de correção”, justifica o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, para a performance do câmbio. No acumulado de 2026, o dólar ainda perde 1,61% ante o real.

Para Rostelato, o principal motor de preço foi o fato de o Brasil sofrer com a suspensão de vistos pelos EUA, medida que deve valer a partir de 21 de janeiro. Contudo, ele enfatiza que o entendimento de que a medida se prolonga a outros 74 países ajudou a arrefecer a pressão.

O gerente da tesouraria do banco Daycoval, Otávio Oliveira, afirma que a divisa brasileira chegou a R$ 5,4232 segundos após a notícia por conta de trade automático, com robôs. “Mas querendo ou não é um indicativo até que razoável de que cada vez mais os EUA vêm, seja social, política ou economicamente, se isolando de alguns países”, avalia.

Oliveira acrescenta que as tensões no Irã e na Groenlândia favorecem saída de dólar de mercados de risco, em um cenário de maior volatilidade externa.

Instantes após o dólar a vista fechar, o presidente Donald Trump afirmou que foi avisado de que as execuções no Irã acabaram e que não há planos para execuções. Ele também disse que, em relação a Groenlândia, não pode depender da Dinamarca. Com isso, o petróleo reverteu os ganhos e passou a ceder mais de 1% no pregão eletrônico. O movimento não teve grande repercussão no dólar futuro para fevereiro.

No cenário doméstico, pesquisa Genial/Quaest mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando cenários no segundo turno, mas com menor vantagem sobre candidatos de direita. “Com base na fotografia atual do cenário eleitoral, entendemos que, embora Lula permaneça como o favorito, sua vitória em outubro está longe de ser tratada como dado adquirido”, afirma a Warren Investimentos.

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