Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

23 de junho de 2026

‘Recursos do FGC têm sido usados como subterfúgio para cometimento de crimes’, diz PF


Por Agência Estado Publicado 23/06/2026 às 13h31
Ouvir: 00:00

Os recursos do Fundo garantidor de Crédito (FGC) têm sido usados como subterfúgios para promover a alavancagem artificial de instituições financeiras em crise e como “fiador no cometimento de ilícitos financeiros, transferindo, assim o risco das operações para o fundo”.

Assim os policiais descreveram no documento enviado á Justiça Federal para desencadear a Operação Miragem, que realizou nesta terça-feira, dia 23, buscas no Banco Digimais, o cenário que transformou o FGC em “mecanismo de cobertura para fraudes financeiras”.

A reportagem procurou a direção do Digimais, mas não obteve ainda uma resposta. O espaço segue aberto.

Descrito como um dos pilares para garantir a higidez do mercado financeiro nacional, o fundo é uma das engrenagens que deve mitigar os riscos sistêmicos a proteger o investidor garantindo a restituição de até R$ 250 mil por CPF em caso de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira, como ocorreu no caso do Banco Master. Ele tem a função de conter possíveis corridas bancárias e assegurara a estabilidade econômica do país,

“Todavia, as recentes apurações no âmbito de delitos econômicos revelam que essa garantia institucional vem sendo subvertida de forma perversa por administradores do mercado financeiro”, afirmara os federais. É o que teria sido constatado no caso do Master.

“Os gestores do referido banco implementaram um modelo de captação massiva de recursos, angariando clientes através da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) associados a taxas de retorno que chegaram até a 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) , muito superiores às práticas ordinárias de mercado”, afirmaram os investigadores.

Foi esse cenário, que segundo a PF, de “contágio no mercado, o modelo operativo adotado pelo Banco Master funcionou como paradigma para outras instituições financeiras de médio porte que enfrentavam crises de liquidez, consubstanciando o modus operandi atualmente sob investigação no Banco Digimais”.

O Estadão mostrou em maio que o Digimais, do bispo Edir Macedo, que estava em crise e à venda há mais de um ano, havia lançado mão de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balanço de perdas multimilionárias. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostraram que o banco fizera com que carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendera precatórios que estavam longe de serem pagos à própria holding de Macedo, em uma transação que pusera auditores em estado de alerta.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Aneel aprova alta média de 20,51% para consumidores da Copel Distribuição, sediada em Curitiba

Publicado 23/06/2026 às 19h34

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o resultado da Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Copel Distribuição (Copel-Dis),…


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o resultado da Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Copel Distribuição (Copel-Dis),…

Economia

Aneel recomenda prorrogação das hidrelétricas Nova Ponte e Theodomiro Carneiro Santiago

Publicado 23/06/2026 às 19h17

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira, 23, recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) a…


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira, 23, recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) a…

Economia

Governo e Câmara terão grupo de trabalho para discutir ampliação do Simples, diz relator

Publicado 23/06/2026 às 19h11

O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto de lei complementar que atualiza o teto do microempreendedor individual (MEI), afirmou…


O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto de lei complementar que atualiza o teto do microempreendedor individual (MEI), afirmou…