Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de abril de 2026

Senadores defendem criação de CPI do Master em sessão com Galípolo


Por Agência Estado Publicado 25/11/2025 às 13h36
Ouvir: 00:00

Parlamentares que participam da audiência pública com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado defenderam nesta terça-feira, 25, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as operações que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo BC na semana passada. A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou que o requerimento para a criação de uma CPI sobre o tema já foi apresentado e conclamou colegas a assinarem o documento.

Para ela, o BC agiu de forma rápida em relação ao caso depois que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A parlamentar também questionou Galípolo sobre se o BRB foi uma “vitima incompetente” do Master ou se tem participação “nessa fraude”, mas o presidente do BC disse depois, de forma geral, que não poderia responder todos os questionamentos porque há pontos de sigilo e também porque a investigação sobre o caso ainda está em curso.

Na mesma linha, o senador Esperidião Amin (PP-SC) disse que um dos pontos mais importantes que a potencial CPI, que já foi assinada por ele, pode revelar é o de apresentar possíveis entendimentos sobre as consequências do caso Master. “Estamos vendo cenas do século passado. Hoje não voto a favor da autonomia do BC. O algoritmo não mostrou que o crescimento do Master era anômalo? Não confio em quem não tem esse algoritmo”, disse, durante sua participação na sessão da CAE.

Vários outros senadores questionaram o presidente do BC sobre a decisão da autoridade supervisora em relação ao Master. Eduardo Braga (MDB-AM) chamou o caso de “farra no sistema financeiro”. “O que está acontecendo no Brasil é um escândalo. O Master era uma tragédia anunciada”, avaliou. Jorge Seif (PL-SC) perguntou o porquê de o regulador apenas ter atuado no Master quando a situação se tornou irreversível e insustentável. “O Master não é nem 1% do sistema e vai abocanhar um pedação do FGC”, comparou, citando o Fundo Garantidor de Crédito.

Já o senador Izalci Lucas (PL-SF) relatou que recebeu material do Banco de Brasília, que chegou a fazer uma negociação para socorrer o Master, argumentando que se tratava de uma operação rentável e interessante. “Hoje vemos que queria uma operação com título podre”, salientou.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Fluxo cambial total em 2026 até 27 de março é positivo em US$ 7,329 bilhões, revela BC


O fluxo cambial está positivo em US$ 7,329 bilhões em 2026 até o dia 27 de março, segundo dados preliminares…


O fluxo cambial está positivo em US$ 7,329 bilhões em 2026 até o dia 27 de março, segundo dados preliminares…

Economia

Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã


O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada…


O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada…

Economia

Petrobras anuncia medidas para reduzir impacto da alta de 54% do QAV


A Petrobras informou nesta quarta-feira, 1, que vai oferecer um termo de adesão para as distribuidoras para reduzir os efeitos…


A Petrobras informou nesta quarta-feira, 1, que vai oferecer um termo de adesão para as distribuidoras para reduzir os efeitos…