Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

06 de abril de 2026

STF troca relatoria de ação do governo contra ‘filhotes’ da tese do século


Por Agência Estado Publicado 27/10/2025 às 12h33
Ouvir: 00:00

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a redistribuição da ação do governo que busca encerrar milhares de ações derivadas da “tese do século”, com impacto bilionário. Com isso, o caso saiu das mãos da ministra Cármen Lúcia – que tende a ser voto contrário à União em julgamentos tributários – e está sob responsabilidade do ministro Kássio Nunes Marques, mais sensível aos argumentos econômicos apresentados pela Fazenda no STF.

Cármen havia sido sorteada relatora da ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), mas ela mesmo pediu para Fachin avaliar a redistribuição a Nunes Marques. Isso porque o ministro já relata ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) contra a incidência de impostos federais sobre as receitas de subvenções fiscais. Cármen e Fachin entenderam que a ação da AGU tem como objeto as mesmas normas questionadas na ação da CNI, e por isso devem ficar com o mesmo relator para evitar decisões divergentes.

Na ação protocolada em setembro, a AGU pede que a Corte reconheça a legalidade da incidência de “tributo sobre tributo” para encerrar milhares de ações movidas na Justiça que buscam reproduzir a mesma lógica da “tese do século”. O órgão cita, em especial, três temas que aguardam julgamento na Corte e, juntos, podem causar um impacto de R$ 117,6 bilhões para os cofres públicos.

Na “tese do século”, julgada em 2017, o Supremo excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins e determinou a devolução de valores cobrados indevidamente dos contribuintes. A decisão custou centenas de bilhões de reais aos cofres públicos. A ministra Cármen Lúcia foi relatora e votou contra a União.

Agora, a estratégia da AGU com a nova ação é julgar todas as “teses filhotes” de uma só vez, o que anularia julgamentos que contam com um cenário mais favorável aos contribuintes.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Focus: previsão para Selic no fim de 2026 segue em 12,50%; 2027 segue em 10,50%


A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 seguiu em 12,50% pela segunda leitura consecutiva. Há…


A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 seguiu em 12,50% pela segunda leitura consecutiva. Há…

Economia

Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,31% para 4,36%, abaixo do teto da meta de inflação


A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para…


A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para…

Economia

IPC-S acelera em todas as sete capitais pesquisadas pela FGV no encerramento de março


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou em todas as sete capitais pesquisadas na última quadrissemana de…


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou em todas as sete capitais pesquisadas na última quadrissemana de…