Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

09 de abril de 2026

Taxas de juros cedem após proposta do Paquistão para EUA prorrogarem negociações com Irã


Por Agência Estado Publicado 07/04/2026 às 18h09
Ouvir: 00:00

Os juros futuros negociados na B3 zeraram a alta observada em quase todo o pregão e passaram a recuar na hora final da sessão, seguindo o alívio global na aversão ao risco. A melhora veio na esteira de uma proposta apresentada pelo governo do Paquistão para que os Estados Unidos estendam o prazo final das negociações com o Irã, de 21 horas desta terça, (horário de Brasília), por mais duas semanas. Segundo a Axios, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump foi informado sobre o pedido do governo paquistanês, e que “uma resposta virá”.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de cedeu de 14,172% no ajuste anterior a mínima intradia de 14,145%. O DI para janeiro de 2029 fechou em 13,68%, vindo de 13,712% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2031 caiu de 13,784% a 13,745%.

Antes do governo paquistanês propor a extensão das tratativas e pedir que o país persa libere o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, agentes consideravam menos provável que um acordo entre Washington e Irã seja alcançado, o que aumentava a aversão ao risco. Caso as negociações terminem sem resultados, o fluxo de navegação seguirá interrompido, acarretando em pressão adicional do petróleo sobre os preços.

No início da tarde, Trump afirmou em entrevista à Fox News que o país está pronto para atacar o Irã se sua data-limite não for respeitada. Se não houver avanço nas tratativas, haverá um ataque “como eles nunca viram”, ameaçou o republicano, ponderando que, caso surja um acordo concreto ainda nesta terça, o cenário pode mudar.

O Irã, por sua vez, planeja retaliar eventuais ataques americanos a usinas de energia do país com ofensivas a instalações de petróleo da Aramco e Yanbu, na Arábia Saudita, e ao oleoduto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A informação, que veio de uma fonte militar do país persa, foi noticiada pela agência Tasnim. A fonte disse que, se o líder dos EUA concretizar suas ameaças, deve “esperar um preço do petróleo de US$ 200 nos próximos dias”.

A commodity energética fechou a sessão sem direção única, mas ainda perto de US$ 110 o barril, em um pregão volátil devido à proximidade do prazo final de Trump para as negociações. O Goldman Sachs observa em relatório que o futuro de petróleo Brent para junho e o WTI para maio aumentaram US$ 7 e US$ 15 em relação à semana anterior, respectivamente. “O mercado vê perspectivas reduzidas de um acordo de paz iminente antes do prazo do presidente Trump esta noite”, diz o banco.

Na segunda, o fluxo de negócios foi menor na parte longa da curva, observa André Muller, economista-chefe da AZ Quest Investimentos, uma vez que as bolsas na Europa não operaram devido ao feriado de Páscoa. “Mas hoje os ativos de risco no mundo todo pioraram e todas as curvas de emergentes estão atuando da mesma maneira, em linha com o risco inflacionário crescente e a proximidade do ultimato de Trump”, disse.

Sobre o pacote de medidas do governo para atenuar o efeito da alta do petróleo nos combustíveis, cuja neutralidade fiscal tem sido questionada pelo mercado, Muller avalia que o risco às contas públicas não foi driver para a abertura dos DIs em boa parte da sessão desta terça. Por outro lado, as subvenções não eliminam as incertezas sobre o impacto inflacionário do choque do petróleo, destacou.

A AZ Quest trabalha com alta de 4,5% do IPCA em 2026, teto da meta perseguida pelo Banco Central, mas avalia que os riscos são para cima, e que o indicador pode fechar o ano em 5% caso o conflito no Oriente Médio se prolongue por mais tempo.

Nesta terça, a Bradesco Asset Management elevou sua projeção para a inflação deste ano de 4,4% a 4,7%, e mudou a estimativa para a Selic ao fim de 2026 a 12,75%, de 12,50% anteriormente. As alterações foram feitas em razão das pressões relacionadas ao cenário externo.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Solução definitiva para BRB será apresentada em 30 dias e banco não quebrará, diz governadora


Uma solução definitiva para o Banco de Brasília (BRB) será apresentada em até 30 dias e o banco não irá…


Uma solução definitiva para o Banco de Brasília (BRB) será apresentada em até 30 dias e o banco não irá…

Economia

Governo quer liberar R$ 7 bilhões do FGTS de 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o governo quer liberar R$ 7 bilhões do Fundo…


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o governo quer liberar R$ 7 bilhões do Fundo…

Economia

Bolsas da Europa fecham sem direção, com incerteza sobre continuidade de cessar-fogo EUA-Irã


As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 9, diante de sinais de fragilidade do cessar-fogo entre os EUA…


As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 9, diante de sinais de fragilidade do cessar-fogo entre os EUA…