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12 de janeiro de 2026

Taxas de juros futuras têm leve baixa em sessão de liquidez reduzida, seguindo exterior


Por Agência Estado Publicado 12/01/2026 às 18h42
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Os juros futuros negociados na B3 tiveram comportamento benigno no pregão desta segunda-feira, 12, mas sem grandes movimentações. As taxas apenas devolveram a alta observada na última sexta-feira, em um dia de agenda econômica vazia e liquidez escassa nos negócios, no qual as notícias de maior peso vieram de fora – a nova ofensiva do governo Trump contra o Federal Reserve.

Segundo agentes, a perda de inclinação da curva a termo representa mais uma correção em relação à sessão anterior. Na sexta, a inflação de serviços elevada evidenciada pelo IPCA de dezembro e os dados do payroll de igual mês pressionaram o mercado local de juros.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,758% no ajuste antecedente para 13,73%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 13,063% no último ajuste a 12,995%. O DI para janeiro de 2031 ficou em 13,285%, vindo de 13,357% no ajuste.

Por volta das 18h, o retorno da T-Note de 2 anos subia levemente, a 3,540%. O rendimento da T-Note de 10 anos também tinha discreta alta, a 4,186%. O juro do T-Bond de 30 anos avançava igualmente com pouco fôlego, a 4,833%.

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) intimou o Fed na sexta, com ameaça de acusação criminal devido à reforma da sede da instituição. O episódio, que intensificou as discussões sobre a independência do banco central americano, provocou fuga dos ativos do país, com perda de valor do dólar em relação à maior parte das moedas, aponta o diretor de pesquisa econômica do banco Pine, Cristiano Oliveira.

Por aqui, a divisa norte-americana encerrou o dia praticamente estável em relação ao real, com ascensão de 0,12%. “Hoje segunda tivemos um dia de câmbio mais comportado. O grande vetor para os juros foi a perda de força do dólar americano e o fechamento dos Treasuries”, diz Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset. “Por mais que o real tenha ficado parecido com o pregão de sexta-feira, há um viés de dólar e Treasuries mais fracos que responde ao processo contra o Fed”, observa. “Ele não tem a ver com política monetária, mas é uma forma de pressionar e constranger a autoridade monetária”.

Além do processo judicial contra o BC dos EUA, Costa aponta que o fechamento da curva de juros local também é um movimento normal após a maior cautela observada no último pregão, que foi de deslocamento para cima da curva. “Os agentes se preparam para um fim de semana com ambiente geopolítico mais complicado, o que justificou a cautela na sexta. Mas não tivemos grandes surpresas com a Venezuela e o Irã, o que faz com que a curva tenha essa volta”, disse.

Head de renda fixa da Ville Capital, León Santiago acrescenta que o caso Master também pode ter sido um vetor de alívio adicional aos DIs nesta segunda, dia em que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o relator do processo que investiga a liquidação do banco pelo BC, ministro Jhonatan de Jesus, se reuniram.

Após o encontro, Vital do Rêgo afirmou em entrevista que a conversa afastou o risco de uma medida cautelar contra a autoridade monetária no âmbito do processo de liquidação do Master, possibilidade que vinha sendo mencionada por Jesus. “Foi uma reunião em que convergimos para o mesmo fim, de fiscalizar e respeitar nossas prerrogativas”, comentou o presidente da corte. “Essa reunião é uma forma de resolução de uma questão institucional, pode ter sido um catalisador adicional para a queda dos juros”, avalia Santiago.

Com um boletim Focus sem mudanças relevantes em relação à semana anterior e agenda fraca de indicadores, os dados domésticos foram apenas monitorados pelos investidores, que seguem esperando corte da Selic em março. De acordo com Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, a curva precificava, por volta das 15h30, 25% de chances de redução de 0,25 ponto em janeiro, contra 100% de probabilidade em março, e 60% de apostas em corte de 0,50 ponto em abril. A taxa terminal apontada para o final de 2026 era de 12,60%, ante 12,65% na última sexta-feira.

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