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02 de abril de 2026

Ex-Chelsea larga futebol, vive na rua, e sofre com alcoolismo: ‘Tento seguir em frente’


Por Agência Estado Publicado 06/06/2023 às 16h26
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Jacob Mellis, ex-jogador de 32 anos revelado pelo Chelsea e com passagens pelas categorias de base da seleção inglesa, largou o futebol em 2022 e mora nas ruas no Reino Unido atualmente. Além disso, sofre com o alcoolismo nos últimos anos. Em entrevista ao tabloide britânico Daily Mail, o ex-atacante revela que chegou a ser ajudado por David Luiz, mas não seguiu os conselhos do companheiro.

Há 13 anos, na temporada 2010/2011, Mellis fez sua estreia com a camisa do time londrino na Liga dos Campeões contra o MSK Zilina. Ele encerrou sua carreira no último ano, por causa de uma lesão no joelho.

Ao longo da última década, teve passagens por clubes como Southampton, Barnsley, Blackpool e Bolton Wanderers. O fim do seu ciclo no futebol aconteceu após breve período no Leatherhead, da oitava divisão inglesa.

“Eu tenho família, mas não quero ficar dependendo deles. Eu quero tentar resolver as coisas do meu jeito. Tem sido difícil. Tento não pensar muito no que estou passando. Só tento seguir em frente”, afirmou o ex-jogador, que conversou com a reportagem do tabloide.

O vício em bebidas acompanha Mellis desde o início de sua carreira. Ainda no Chelsea, foi chamado pela comissão técnica em diversas ocasiões por ter comparecido aos treinos embriagado.

“Lembro que uma vez cheguei bêbado ao treino. Eu tinha 19 anos, e Steve Holland (auxiliar do Chelsea) me mandou entrar. Houve algumas ocasiões em que isso me afetou”, disse. “Ao longo da minha carreira, foi algo que sempre me causou problemas. Quando você bebe, nunca está realmente no controle das suas ações.”

“Na época, David Luiz não falava muito inglês, mas me alertava. No aquecimento, ele fazia sinal com as mãos e perguntava: ‘Você andou bebendo?’. Eu falava que sim, e ele fazia outro gesto com o dedo e falava: ‘Então pare!'”, revela o ex-jogador. Morando nas ruas, ele conta com o apoio de familiares e amigos próximos para seguir com sua vida. “Eles querem o melhor para mim e tentam me ajudar como podem, mas claro que todos têm suas vida para cuidar. Eles me arranjam hotéis, e eu fico na casa deles algumas vezes.”

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