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02 de abril de 2026

Flamengo pode se tornar o novo Bayern no Brasil? Especialistas respondem


Por Agência Estado Publicado 04/12/2025 às 10h45
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O Flamengo vai se tornar o primeiro clube brasileiro a superar a marca de R$ 2 bilhões de receitas numa única temporada. A previsão da diretoria estava estimada em R$ 1,8 bilhão, mas a premiação do título da Copa Libertadores, que vai render mais R$ 128 milhões aos cofres, aumentou os números.

Além disso, até o fim de 2025, o montante pode aumentar, dependendo do que acontecer na disputa da Copa Intercontinental. Os números ainda não foram divulgados pela Fifa, mas na última edição, o campeão recebeu 5 milhões de dólares (R$ 31 milhões na época), enquanto o vice arrecadou 4 milhões de dólares (R$ 24,7 milhões).

No Brasil, o Flamengo também foi o primeiro a atingir a marca do bilhão em faturamento, em 2022, repetindo os números em 2023 e 2024. Ao lado dele somente Corinthians e Palmeiras atingiram esses feitos na última temporada. A equipe paulista tem estimativas de bater R$ 1,6 bi em 2025, o que seria um recorde em sua história.

“Sempre digo que a grande diferença no futebol brasileiro não é entre SAF e modelo associativo, e sim entre clube bem gerido e clube mal gerido. Para mim, existem quatro categorias: SAF bem gerida, SAF mal gerida, clube associativo bem gerido e clube associativo mal gerido. O que sustenta o Flamengo é exatamente essa combinação entre abundância de recursos e organização. Assim como o Palmeiras, iniciou a transformação há cerca de dez anos, abrindo mão de títulos e evitando loucuras no começo. Eles se organizaram, reduziram ou quitaram dívidas, investiram em base e infraestrutura”, avalia Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia durante o processo da SAF do clube com o Manchester City e atual CEO da Squadra Sports, primeira plataforma de multiclubes no Brasil.

“O destaque do Flamengo no cenário nacional e internacional está também relacionado às receitas, mas este não é o único elemento importante. Estamos falando de uma gestão que se tornou referência no futebol brasileiro, principalmente quando tratamos de profissionalização e boas práticas de governança. A meu ver, estes, sim, são os elementos essenciais que permitem a maior competitividade que hoje se vê em campo”, diz Moises Assayag, sócio diretor da Channel Associados e especialista em finanças no esporte, especialmente nas áreas de reestruturação financeira e operacional.

O Flamengo iniciou um processo de reestruturação com a gestão de Eduardo Bandeira de Mello, que durou de 2013 a 2018. Em 2019, os frutos começaram a ser colhidos, já sob o comando de Rodolfo Landim. Desde então, o time rubro-negro soma inúmeros títulos.

Assayag acrescenta: “O exemplo do Flamengo é bastante ilustrativo. O clube abdicou de montar grandes times por alguns anos, com o objetivo de diminuir o tamanho da dívida e pagar as contas. Só depois, com o orçamento mais equilibrado e a capacidade de gerar caixa sendo recuperada, começou a mirar resultados esportivos mais ambiciosos. É um caminho mais difícil, mas o rubro-negro mostrou que, no médio e longo prazos, vale a pena.”

Nos últimos dias, Flamengo e Palmeiras foram indicados ao prêmio de melhor clube do mundo. As equipes concorrem com mais 14 times no Globe Soccer Awards, entre eles, Bayern de Munique, Barcelona, Chelsea e PSG. A premiação é definida por voto popular e júri, e o vencedor será divulgado em cerimônia que acontece dia 28 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Também serão premiados o melhor jogador da temporada, melhor jogadora, melhor clube feminino, melhor promessa, melhor meio-campista, melhor atacante e melhor jogador de clube do Oriente Médio.

“Clubes melhor administrados, no longo prazo, tendem a gerar mais receitas e reduzir custos. Com maior superávit, eles tendem a formar equipes e elencos melhores. Esses geram mais premiações e receitas com transferências, em um círculo virtuoso, que permite acessar melhores atletas e vencer mais jogos com eles. Esses jogos, isolados, são imprevisíveis, mas um grande conjunto deles, não”, aponta Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, que gerencia a carreira de centenas de atletas.

“Trata-se de um case avançado de monetização da paixão. A austeridade e a transparência atraem marcas globais e viabilizam investimentos em elencos de nível europeu, criando um círculo virtuoso: a gestão gera receita, que compra qualidade técnica, que por sua vez valoriza ainda mais a marca e atrai novos investidores”, avalia Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da Multimarcas Consórcios.

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