Futebol fora de campo: quem se responsabiliza pelo o que?

Nos últimos dias, Maringá respirou futebol, com a chegada do Maringá FC à final do Campeonato Paranaense, após oito anos de espera. No jogo de ida, na última quarta-feira, 30, os maringaenses lotaram o Estádio Regional Willie Davids. Os ingressos para assistir a partida esgotaram em menos de 24 horas.
Segundo o clube, a capacidade do Estádio Regional Willie Davids é de 20,1 mil pessoas, no entanto, apenas cerca de 15 mil entradas foram colocados à venda. O número de ingressos comercializados ficou reduzido porque uma rachadura na estruturada da arquibancada, próximo ao portão de acesso, impossibilitou a presença de público naquela área.
Situações como essa revelam que o futebol vai muito além do campo. Com o estádio lotado, surgem as responsabilidades. Em Maringá, o estádio é cedido pela Prefeitura, sem custos, conforme nota enviada à reportagem: “Não há cobrança de taxa de utilização para os eventos organizados pela Secretaria de Esporte e Lazer para o local; eventos de equipes esportivas que representam o município de Maringá, com ou sem cobrança de ingressos, conforme dispõe o Decreto nº 071/2019, bem como das atividades sem finalidade lucrativa, sem cobrança de ingresso, e que promovam a cultura, esporte, meio ambiente e afins, conforme dispõe o Decreto nº 511/2017.”
Já os valores arrecadados pelo clube variam conforme o jogo. Veja abaixo as arrecadações do Maringá FC com a venda de ingressos em alguns dos jogos realizados neste ano:
- Maringá FC x Athletico: R$ 43.440,00
- Maringá FC x Paraná Clube: R$ 10.150.00
- Maringá FC x Cianorte: R$ 12.190.00
- Maringá FC x Operário: R$ 10.160.00
- Maringá FC x FC Cascavel: R$ 21.250.00
Segurança
Quando o assunto é segurança, os jogos de futebol contam com a presença de policiamento. É assim em qualquer grande evento que tenha previsão de aglomeração de pessoas, conforme nota enviada à reportagem pela Polícia Militar: “assim como em qualquer outro grande evento, que tenha previsão de aglomeração de pessoas, os organizadores devem avisar a Segurança Pública, tendo em vista que haverá maior movimentação de pessoas em determinado local/região, e isso pode provocar brigas, rixas, além de outros delitos e até crimes. Geralmente quem faz este policiamento é a Polícia Militar, tendo em vista que é a responsável pelo patrulhamento em vias públicas. Além disso, cabe aos organizadores do evento avaliarem a necessidade ou não de reforço de segurança no local do evento e solicitar, via ofício, para a Polícia Militar que, por sua vez, vai avaliar o pleito e planejar como será feito, bem como quantidade de efetivo, entre outras questões, considerando o policiamento na cidade que deve continuar, além de outros similares”.
Além do policiamento, as partidas também contam com segurança privada, como explicou o Maringá FC por meio de nota: “todo o controle de portões, revistas e acessos ao evento/jogo, é realizado pela empresa contratada pelo clube. No entanto, a Polícia Militar dá o suporte de segurança pois é a única autorizada e treinada a portar armas letais e não letais com o objetivo de conter multidões em caso de qualquer problema”.
O policiamento e a segurança privada visam, principalmente, conter brigas durante a partida, como a que aconteceu no dia 26 de janeiro deste ano, quando torcedores causaram confusão nas arquibancadas durante jogo do Maringá FC e Athletico PR, no Estádio Willie Davids, em jogo válido pela 2ª rodada do Campeonato Paranaense 2022.
Em caso de brigas, a responsabilidade civil e criminal é do clube, conforme reforçou o Maringá FC por meio de nota: “Responsabilidade do Maringá FC, clube mandante e produtor do evento, assim como acontece em todo o Brasil em qualquer tipo evento, seja esportivo, musical, gastronômico ou outro.”
Tanto é que o time foi multado em R$ 10 mil na ocasião. Já o Athletico foi multado em R$ 50 mil. Toda a situação foi registrada em súmula pelo árbitro da partida, Ivan Corrêa Laureano, e as duas equipes foram julgadas pela 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR)
Bebida
A comercialização de cerveja nos estádios de futebol do Paraná está liberada, conforme Lei Estadual 19.128/2017. A venda havia sido proibida em 2008. Em 2017, as bebidas voltaram a ser vendidas em 2017 e novamente barradas no ano seguinte.
Posteriormente, a questão foi levada para apreciação do Superior Tribunal Federal (STF), que autorizou a comercialização, de forma definitiva.
Conforme o Maringá FC, 20% da oferta de cervejas nos estádios devem ser de marcas produzidas no Paraná.
2º jogo da final do Paranaense
O resultado da partida de ida da final do Paranaense não foi o esperado, já que o Maringá FC levou a virada do Coritiba e foi derrotado, por 2 a 1, mas a torcida maringaense marcou presença.
A segunda partida será neste domingo, 3, em Curitiba, no Estádio Couto Pereira. Um telão será instalado em frente ao Estádio Willie Davids, em Maringá, para que os torcedores possam acompanhar o jogo de volta.
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