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10 de maio de 2026

Marcelo Paz questiona gesto de Bobadilla: ‘Se fosse em um restaurante, seria ofensivo’


Por Agência Estado Publicado 10/05/2026 às 22h52
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A indignação do Corinthians em razão da não expulsão de Bobadilla, do São Paulo, pelo que os corintianos interpretaram como gesto obsceno, foi levada à sala de coletiva da Neo Química Arena por Marcelo Paz. Em pronunciamento após a vitória por 3 a 2 sobre o rival do Morumbi, neste domingo, o executivo de futebol alvinegro questionou decisão do árbitro Anderson Daronco, que não viu motivo para punir o são-paulino.

Ao celebrar o gol marcado por Luciano, quando o São Paulo perdia por 1 a 0, Bobadilla chacoalhou as mãos em frente à região genital. Para Paz, o gesto é equivalente aos feitos pelos corintianos André, contra o Vasco, e Allan, em duelo com o Fluminense. Os dois foram expulsos por terem tocado as próprias genitálias durante as partidas em questão.

“O lance do Bobadilla chamado para avaliar como gesto obsceno… todo mundo sabe que o Corinthians foi punido, dois jogadores diferentes em jogos diferentes por gesto obseceno. Hoje, disseram que não tocou na área genital. Acho que não é isso que caracteriza. Se fosse em um restaurante, em uma praça pública, seria ofensivo”, disse o dirigente”.

Paz disse que vai pedir esclarecimentos para a Comissão de Arbitragem da CBF. Ele defende que a regra atual coloca a definição do que seria um gesto obsceno em um lugar de muita subjetividade.

“É um tema novo, talvez não se tenha a compreensão exata de como agir. Mas esse lance a gente não pode deixar passar, porque fomos punidos recentemente. Ou pode fazer aquilo no futebol ou a arbitragem errou. Não tem meio termo. Amanhã, na reunião, ou a comissão reconhece que houve um erro – e ok, porque é um tema novo -, ou então está liberado fazer aquilo. Tem de ficar bem claro o que pode o que não pode fazer”, avaliou.

Corinthians e São Paulo faziam um bom jogo em Itaquera quando o a partida esquentou no final do primeiro tempo. Após o gol de Luciano, aos 40 minutos da primeira metade, o tempo fechou e o duelo ficou paralisado por bons minutos em razão de agressão a Calleri e gesto obsceno de Bobadilla.

TENSÃO E ERROS, MAS BOA ATUAÇÃO
Além do gesto polêmico, a comemoração do gol tricolor foi marcada por uma agressão sofrida por Calleri, atingido por objetos arremessados da arquibancada enquanto celebrava na bandeira de escanteio.

As imagens mostraram também que o argentino foi atingido por um óculos e um cigarro eletrônico, cuja venda é proibida no Brasil. Anderson Daronco, que até então fazia uma arbitragem segura, distribuiu cartões a corintianos e são-paulinos.

O camisa 9 tricolor foi imediatamente ao chão. As imagens da transmissão oficial mostraram que o argentino foi atingido na mão direita, apesar dele ter ficado deitado com a mão na nuca. O clima esquentou e Matheus Bidu, na tentativa de levantar o adversário, originou as cenas de empurra-empurra.

O gol surgiu de um erro de Raniele – que havia aberto o placar pouco antes – na saída de bola, dentro da área. Apesar do empate do adversário ter surgido de uma falha e de a tensão ter tomado conta da partida naquele final de primeiro tempo, o Corinthians não se deixou afetar emocionalmente e chegou a abrir 3 a 1 na etapa final.

“É um erro que ele nunca tinha cometido em treinamentos e jogos. Quando ele comete um erro como esse, não é para inibir, é para aprender que aquele lance é um lance mais difícil de a bola entrar, lance por dentro, a gente fala pra evitar o passe frontal, que tem de ter a margem de segurança alta”, afirmou o técnico Fernando Diniz.

A torcida gritava “olé” quando Matheuzinho, autor do segundo gol alvinegro, mandou contra a própria rede. Para Diniz, os erros nos gols sofridos não apagam os muitos pontos positivos da boa atuação corintiana.

“Quando tem os erros, independentemente do resultado, o que vale é a confiança, a coragem para fazer. Acho que o time soube variar. A gente jogou muito bem, o time está dominando cada vez mais a primeira fase de construção. No intervalo, dei um estímulo a mais para a gente não se acovardar. Pelo contrário, se expor ainda mais, jogar com confiança. A vitória do Corinthians veio por causa dessa coragem.”

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