Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de fevereiro de 2026

Morre José Maria Marin, ex-presidente da CBF, aos 93 anos


Por Agência Estado Publicado 20/07/2025 às 10h35
Ouvir: 00:00

José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), morreu na madrugada deste domingo, 20, aos 93 anos. O ex-dirigente passou mal em casa na noite de sábado, 19, e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde não resistiu. A informação foi confirmada pelo Estadão.

Nos últimos meses, Marin enfrentava problemas de saúde, tendo sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) no fim de 2023, que agravou seu quadro delicado e o manteve sob cuidados médicos contínuos. Marin viveu de maneira reservada na capital paulista durante os últimos anos. O velório está marcado para este domingo, entre 13h e 16h, na Funeral Home, em São Paulo.

image
Foto: Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

O ex-dirigente teve uma trajetória marcada por polêmicas no futebol brasileiro. Além da carreira esportiva, Marin teve atuação política nos anos 1980 como deputado estadual, vice-governador e, por breve período, governador de São Paulo. Também presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988.

Trajetória política marcada por ascensão e polêmicas

Marin construiu uma longa carreira política antes de chegar à presidência da CBF. Filho de imigrantes espanhóis, teve infância humilde e conciliou a carreira como jogador amador de futebol com os estudos de Direito na USP. Em 1963, foi eleito vereador pelo Partido de Representação Popular (PRP). Já filiado à Arena, partido ligado ao regime militar, tornou-se presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 1969.

Na década de 1970, exerceu dois mandatos como deputado estadual e, em 1978, foi eleito vice-governador de São Paulo. Entre 1982 e 1983, assumiu o governo do Estado por cerca de dez meses, substituindo Paulo Maluf, a quem era associado e do qual recebeu críticas intensas, sendo chamado de “irmão siamês”. Seu governo foi marcado por polêmicas, incluindo a reprovação das contas e suspeitas envolvendo empréstimos da Caixa Econômica Estadual.

Após deixar o Palácio dos Bandeirantes, Marin voltou ao futebol como presidente da Federação Paulista entre 1982 e 1988. Tentou um retorno à política em 2002, ao concorrer ao Senado, mas obteve apenas 0,2% dos votos válidos. Apesar disso, manteve influência na administração esportiva, com seu filho ocupando cargos na Federação Paulista e na CBF.

A atuação política do ex-dirigente foi fundamental para consolidar sua influência no futebol nacional. Sua proximidade com o poder estadual e as articulações nos bastidores facilitaram sua ascensão nos órgãos dirigentes do futebol paulista e, posteriormente, na CBF. Contudo, sua imagem pública ficou marcada tanto pelo prestígio conquistado quanto pelas controvérsias que o acompanharam, reflexo das complexas relações entre política e esporte no Brasil nas últimas décadas.

Ligações com o esporte

A ligação de Marin com o esporte foi de berço. Seu pai, Joaquín Marin y Umañes, era boxeador, conhecido como Jack, o Terrible. Marin também foi jogador de futebol amador e, entre 1949 e 1954, atuou nos aspirantes do São Paulo FC e em clubes menores como São Bento de Marília e Jabaquara. Pelo São Paulo, disputou dois jogos oficiais e marcou um gol.

Escândalo Fifagate e a queda

Em 2012, Marin assumiu a presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira, que comandava a entidade havia 23 anos. Seu mandato, porém, ficou marcado por investigações de corrupção que abalaram o futebol mundial.

Em 2015, Marin foi preso na Suíça durante uma operação do FBI que investigava um esquema global de suborno e lavagem de dinheiro na Fifa, conhecido como Fifagate. Acusado de receber propinas em troca de contratos relacionados a eventos esportivos, o ex-dirigente foi extraditado para os Estados Unidos, onde foi julgado e condenado à prisão.

Após cumprir parte da pena, Marin foi autorizado a retornar ao Brasil em 2020, onde permaneceu em prisão domiciliar devido a problemas de saúde agravados pela pandemia de Covid-19. Durante esse período, vendeu bens para arcar com custos da defesa e da prisão domiciliar, entre eles uma mansão no bairro Jardim Europa, em São Paulo.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esportes

Alcaraz vira sobre Djokovic, leva o Australian Open e fecha o ciclo de Grand Slams aos 22 anos


Atual número 1 do mundo, Carlos Alcaraz nunca havia passado das quartas de final do Australian Open. Quando o fez,…


Atual número 1 do mundo, Carlos Alcaraz nunca havia passado das quartas de final do Australian Open. Quando o fez,…

Esportes

UFC 325: Volkanovski vence Diego Lopes, mantém cinturão dos penas e iguala recorde de José Aldo


Alexander Volkanovski segue escrevendo seu nome na história do peso pena do UFC. Na luta principal do UFC 325, disputado…


Alexander Volkanovski segue escrevendo seu nome na história do peso pena do UFC. Na luta principal do UFC 325, disputado…