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01 de abril de 2026

Mundial de Park põe diferentes gerações do skate brasileiro na corrida olímpica


Por Agência Estado Publicado 06/02/2023 às 20h36
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A corrida olímpica rumo a Paris-2024 começa nesta quarta-feira para os skatistas da modalidade park, com o início da fase classificatória do Mundial de Sharjah, nos Emirados Árabes, onde o Brasil será representado por nomes de diferentes gerações do skate. Aos 47 anos, Sandro Dias, o Mineirinho, estará entre os competidores brasileiros ao lado de atletas promissores como Gui Khury e Raicca Ventura, e da primeira leva de skatistas com experiência em Jogos Olímpicos, caso de Pedro Barros, Pedro Quintas, Yndiara Asp, Isadora Pacheco e Dora Varella.

Diferentemente da modalidade street, que iniciou o ciclo olímpico no ano passado, no Pro Tour de Roma, o park não teve nenhum evento chancelado ao longo de 2022. Inicialmente, o STU Rio Open, realizado em outubro, seria considerado um Mundial das duas modalidades e contaria pontos para Paris, mas a World Skate, entidade reguladora do esporte, tirou a chancela ao alegar “incapacidade financeira” dos organizadores “para cumprir os termos e condições” estabelecidos em um memorando.

O campeonato no Rio foi disputado mesmo sem valer pontuação para o ranking, e a situação intensificou o atrito entre a World Skate e a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que alegou que a federação internacional fez exigências não acordadas anteriormente.

Como não houve nenhum evento válido para a World Skate, a classificação para o Mundial considerou o ranking pré-Olimpíada. Os cinco primeiros colocados e os medalhistas olímpicos entram direto nas quartas de final, e as vagas na fase classificatória foram distribuídas para skatistas integrantes do top 30. Além disso, há vagas destinadas a nomes indicados pelas comissões técnicas com base em critérios técnicos.

RAICCA TENTA SE PROJETAR MUNDIALMENTE
Um dos nomes bancados pela CBSk é o de Raicca Ventura, de 15 anos, que não fez parte do ciclo olímpico anterior, mas chega a Sharjah com a esperança de competir no mesmo nível das adversárias estrangeiras. Ela terminou o ano passado como líder do ranking do STU, o circuito nacional de skate, acima do trio que representou o Brasil nos Jogos de Tóquio: Yndiara Asp, Dora Varella e Isadora Pacheco.

Raicca ainda não tem tanta experiência em competições internacionais, mas mostrou competitividade ao terminar o STU Rio Open em quarto lugar, atrás da americana Mina Stress, da japonesa campeã olímpica Sajura Yasosumi e da britânica Sky Brown, medalhista de prata em Tóquio.

“Apesar de eu já ter corrido o campeonato do Rio, e o nível estava pesado, este campeonato vai ter muito mais gringa. Mas é para isso que eu estou me preparando a minha vida toda. Vou lá e vou dar o meu melhor”, diz a adolescente.

Entre as brasileiras com colocação no ranking da World Skate, Dora Varella tem a posição mais alta, em nono lugar, seguida por Isadora Pacheco (11ª), Yndiara Asp (14ª) e Victoria Bassi (23ª). Além delas, o país também terá Emily Antunes, Erica Leguizamon, Fernanda Tonissi, Lua Vicente e Sofia Godoy como representantes.

Yosozumi Sakura e Sky Brown, ouro e bronze olímpico, chegam ao Mundial com muita força, pois foram constantes em 2022. Além de terem subido no pódio do STU Rio Open, foram protagonistas nos X-Games disputados em julho. A britânica de 14 anos ficou com o ouro, logo acima da japonesa de 20, medalhista de prata. As duas já estão garantidas nas quartas de final, assim como a australiana Poppy Starr Olsen e a japonesa Hiraki Cocona, que é sexta do ranking e tem vaga direta porque foi bronze em Tóquio. A primeira colocada Misugu Okamoto e a quinta Lizzie Armanto não irão participar.

BARROS NAS QUARTAS, LUIZINHO FORA E MINEIRINHO DE VOLTA
Na disputa masculina, o Brasil tem Pedro Barros como um dos classificados diretamente para as quartas de final, pois foi medalhista de prata na Olimpíada passada. Também estão com vaga garantida o australiano Keegan Palmer e o americano Cory Juneau, que fizeram companhia a Barros no pódio de Tóquio, em primeiro e terceiro lugar, respectivamente. Heimana Reynolds, dos EUA, é líder do ranking e, portanto, está entre os classificados.

Outro brasileiro que esteve em Tóquio em 2021, Luiz Francisco, o Luizinho, também teria direito a uma vaga, já que é o terceiro do ranking, mas está lesionado e passou por uma cirurgia na semana passada. “Obrigado a todos que dedicaram um tempo para orações e mandaram energias positivas, logo, logo estou de volta com o skate”, escreveu o skatista nas redes sociais após o procedimento. Luizinho é um dos principais nomes do park, tanto que foi bronze nos X-Games do ano passado e terminou a temporada na liderança do STU.

Irmão de Luizinho e sétimo do STU, André Mariano, estará no Mundial pela cota de indicações, assim como outros destaques do circuito nacional. É o caso do vice-líder Pedro Carvalho e de Kalani Konig, Augusto Akio e Luigi Cini, quarto, quinto e sexto colocados, respectivamente.

Entre os classificados por rankeamento da World Skate, o Brasil tem Pedro Quintas (10º), Murilo Peres (18º), Mateus Hiroshi (19º) e Héricles Fagundes (28º). O participante que tem o nome mais popular entre o público geral, contudo, não está em nenhum dos rankings. Dono de três ouros sw X-Games e lenda da modalidade vertical, Sandro Dias, o Mineirinho, competirá no Mundial de Park como convidado, aos 47 anos.

Assim como muitos de seus contemporâneos, como Edgard Vovô, hoje técnico da seleção de park, e Bob Burnquist, que já foi presidente da CBSk, Mineirinho está envolvido no dia a dia da confederação. Até por isso, em janeiro, parte dos integrantes da seleção fizeram um período de preparação para o Mundial no Sandro Dias Camp, complexo localizado em Vargem, interior de São Paulo.

Em contraste à experiência de Mineirinho, o Brasil tem entre seus representantes Gui Khury, de 14 anos, que já tem uma bonita história nos X-Games, competição na qual Sandro se consagrou tantas vezes. Além do park, o garoto compete no vertical, especialidade do veterano, e foi ouro na disputa de melhor manobra da modalidade, nos X-Games de 2021, ao completar o primeiro 1080º em uma competição.

Como o vert não está no programa olímpico, Gui busca evoluir no park para ir a Paris-2024. As duas modalidades guardam semelhanças, pois exigem manobras aéreas. Enquanto o vertical é disputado em um half, rampa em forma de “U” na qual o skatista vai de um lado para o outro em busca de impulsão para executar manobras, o park é um estilo praticado em uma pista semelhante à uma piscina, com irregularidades e obstáculos.

FORMATO DO MUNDIAL
O Mundial de Park já está em curso com treinos livres iniciados no domingo e que se estendem até terça-feira. A fase classificatória feminina será na quarta-feira e a masculina na quinta. Entre sexta e domingo, serão disputadas as quartas de final, semifinais e finais tanto dos homens quanto das mulheres. Em todas as fases, cada skatista pode realizar três voltas de 45 segundos, e só é contabilizada a volta de maior pontuação.

Confira a programação do Mundial pelo horário de Brasília

Domingo, segunda e terça-feira – Sessões de treinamentos (02h)

Quarta-feira – Classificatória feminina(2h) e treinos dos pré-classificados (11h).

Quarta-feira – Classificatória masculina (2h) treinos dos pré-classificados (14h).

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Quinta-feira – Quartas de final femininas (3h40) e quartas de final masculinas (09)

Sábado – Semifinal feminina (08h) e semifinal masculina (11h30)

Domingo – Final feminina (10h05) e final masculina (11h25)

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