Scarpa comenta reencontro com Bigode: ‘Não vejo a hora de receber o que me é de direito’
Velhos conhecidos da época em que defendiam o Palmeiras, Gustavo Scarpa e Willian Bigode se reencontraram neste domingo (22). Os dois estiveram em campo no jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro entre Atlético-MG e América-MG, na Arena MRV, que terminou em 1 a 1. Depois da partida, o camisa 10 alvinegro falou sobre o reencontro e relembrou as questões jurídicas que ambos enfrentam em razão de um esquema de criptomoedas.
“Ah, emocionante (risos). Várias emoções ali no momento… Difícil, né? Situação complicada”, disse Scarpa quando perguntado sobre como foi o reencontro com Willian Bigode. “A gente tinha uma amizade muito maneira, mas o maluco decidiu ir para um outro caminho. Agora, paciência. Torcer para que tudo se resolva logo. A situação é muito preto no branco, e eu não vejo a hora de receber o que me é de direito”, completou.
América e Atlético voltarão a se encontrar no próximo domingo (1º), bem como Willian e Scarpa. A partida será na Arena Independência às 18 horas (horário de Brasília) e vale passagem para a final do Estadual.
Relembre o caso
O caso das criptomoedas o qual se envolveram Scarpa, Bigode e outros jogadores ainda não chegou a seu desfecho. Em janeiro de 2025, entretanto, a Justiça de São Paulo condenou o jogador do América e mais quatro réus a pagarem cerca de R$ 4,5 milhões para Mayke e sua mulher, Rayanne de Almeida, como ressarcimento do valor investido pelo casal. O lateral, hoje no Santos, assim como Scarpa, também jogou com Willian no Palmeiras.
situação de Scarpa ainda se desenrola. Ele alega ter perdido R$ 6,3 milhões na aplicação. Além de Willian Bigode, sua sócia na empresa WLJC Consutoria e Gestão Empresarial, Camila Moreira de Biasi, também indicou o investimento. Mayke teve prejuízo de R$ 4.583.789,31.
Willian diz ter sofrido o maior calote de todos, no valor de R$ 17,5 milhões. O atacante e suas sócias refutam a acusação de terem participação no prejuízo sofrido pelos ex-colegas e ressaltam que também são vítimas da XLand.
O processo movido por Scarpa e Mayke aponta que partiu de Willian e de sua sócia Camila Moreira de Biasi a sugestão de investimentos na XLand, que ofereceria uma rentabilidade de 2% a 5% sobre o valor investido. O rendimento é considerado irreal para a realidade do mercado financeiro. Scarpa aplicou R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke e sua mulher, Rayanne de Almeida, investiram R$ 4,5 milhões.
Os problemas com a XLand começaram ainda em 2022, quando os jogadores tentaram resgatar a rentabilidade, mas se depararam com negativas e adiamentos da XLand. Mais tarde, uma tentativa de rescisão foi feita, mas sem receber o valor devido. Após seguidos contatos com os sócios da XLand, Jean do Carmo Ribeiro e Gabriel de Souza Nascimento, com Willian e Camila e um coach de gestão financeira, Marçal Siqueira, que tinha parceira com a empresa acriana, Scarpa e Mayke procuraram seus advogados e registraram um boletim de ocorrência. Desde então, o processo corre na Justiça paulista, ainda sem decisões proferidas sobre culpabilidade dos réus.
