1ª Feira da Agroindústria Familiar desde o início da pandemia segue até quinta, 23

A primeira Feira da Agroindústria Familiar desde o início da pandemia acontece até quinta-feira, 23. O número de participantes diminuiu porque muitas empresas familiares fecharam durante a pandemia ou mudaram de ramo e até porque cresceram e não têm mais interesse em participar da feira. Mas apesar de pequena, a qualidade dos produtos que vêm do campo continua a mesma de sempre. Irresistível para quem mora na cidade.
O povo da cidade adora um produto do campo. Um doce em compota, um queijo frescal. É de dar água na boca e atiçar as memórias afetivas, mesmo de quem nunca morou no sítio. Porque a gente sabe que o alimento caseiro é feito com capricho. E a agroindústria familiar uniu o capricho às técnicas modernas de produção.
Albertina Jung e o marido dela vendem mel de abelha em mercados, restaurantes e farmácias de Floresta onde o casal mora. O negócio ganhou impulso após um curso no Sebrae.
“Quando eu casei meu marido já mexia com as colmeias e tinha plantio de grãos, então eu tive os filhos e comecei a ajudar ele, não entendia nada, mas comecei, devagar fomos indo e como Deus é muito generoso, a gente foi crescendo bastante […] chegou um certo tempo que foi aumentando as colmeias, a produção de mel e a gente entregava só para amigos, vendia um pouquinho lá, até que apareceu a oportunidade de participar do curso do Sebrae e foi aí que montou tudo a nossa agroindústria e o negócio aumentou bastante”, conta Albertina.
O mel da agroindústria de Albertina também está à venda na Feira da Agroindústria Familiar organizada pela Amusep em Maringá. A Feira existe há uns 15 anos, mas não foi realizada durante os meses mais críticos da pandemia.
A primeira edição depois das restrições sanitárias está sendo realizada na Praça Raposo Tavares. Começou no último dia 13 e vai até essa quinta-feira, 23. A presidente da Associação da Agroindústria Familiar, Maria Lúcia da Silva, diz que a feira está menor em tamanho. Eram mais de 50 participantes e agora são apenas 15. Muitos mudaram de ramo durante a pandemia, ou fecharam a agroindústria, ou cresceram e não têm mais interesse em vender os produtos na feira.
“Alguns dos nossos não estão aqui porque não estão trabalhando exatamente com o que trabalhavam […] hoje nós estamos em 15 agroindústrias”, diz Maria Lúcia.
Apesar de pequena, a Feira da Agroindústria está repleta de opções deliciosas e com a qualidade do alimento que vem direto do campo.
“Sucos, vinho, mel, pão, bolacha, doce de leite, pimenta, geleia, flores, temperos e sem esquecer a qualidade de que você estará comprando de quem produz”, explica a presidente da associação.
Uma nova edição da Feira da Agroindústria Familiar deve ser realizada na Praça Raposo Tavares em fevereiro.
