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2019: prefeitura emitiu R$ 5 mi em multas por infrações ambientais

Para coibir abusos, fiscais da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Maringá e da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) deram início nesta sexta-feira (8) à Operação Ipojuca. 384 empresas da região do Mandacaru serão fiscalizadas. Entre elas, três que estão irregulares. Uma borracharia que virou lava-jato, uma fábrica de tinta que não tem alvará e uma mecânica de caminhão, sem licença ambiental desde agosto.

Ipojuca significa em tupi água escura. Este ano a prefeitura recebeu várias denúncias de poluição no Ribeirão Mandacaru. Nove denúncias se transformaram em autos de infração gerando cinco milhões e 29 mil reais em multas. Um volume bem superior ao do ano passado em que 13 infrações foram punidas em 64 mil reais, diz o secretário de Meio Ambiente, Marco Antônio Lopes Azevedo.

“Nós estamos respondendo aquilo tudo que o cidadão está demandando da Secretaria de Meio Ambiente. Nossa função é licenciar e fiscalizar. Então, quando tudo está ok, nós monitoramos e não é necessário multa ou grandes ações. Mas nós observamos um comportamento inadequado. A gente tem muitos vídeos de descartes irregulares em nossos córregos, descarte irregular em fundos de vale. Então, necessitam de medidas extremas, que infelizmente se tratam de multas e ações como essa de hoje, que tem, além de tudo, um caráter de educação ambiental”, diz o secretário. 

No caminho dos fiscais estarão oficinas, postos de combustíveis, açougues, bares, restaurantes, lavanderias, autofossas, entre outras empresas que lançam gordura, resíduos poluentes de um modo geral. A Sanepar acompanha a operação porque no dia a dia da fiscalização preventiva, os agentes da Sanepar identificam os lançamentos irregulares que podem poluir os córregos e alertam a prefeitura.

Segundo o gerente regional da Sanepar, Vitor Gorzoni, empresas com potencial poluidor precisam instalar um sistema de pré-tratamento. Só assim conseguem autorização para lançar o resíduo na rede de esgoto. Ouça: 

A Sanepar realizou 25 mil vistorias no ano passado e encontrou 16 mil irregularidades. Deste total, 25% eram estabelecimentos comerciais ou industriais.

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