“A pé se tornou inviável”, relata morador sobre deslocamento após passarela ser arrancada

A passarela do Contorno Norte de Maringá, que ficava próximo à Avenida Kakogawa, foi arrancada em julho de 2022. Foi um acidente. Um caminhão passou pela via com a caçamba levantada e derrubou a passarela. O trânsito ficou caótico nos dias seguintes para a retirada das ferragens da pista.
Mas a maior dificuldade veio depois, principalmente, para os moradores que utilizavam a passarela diariamente para atravessar de um lado para o outro.
Sete meses depois do acidente, o transtorno logístico é grande. O relato do empresário Braulio Cardoso Lima, que tem uma empresa próxima ao local onde ficava a passarela, é que alguns moradores precisariam dar uma volta de 1,5 km para conseguir atravessar. A pé fica inviável, diz ele.
“Para o pessoal da parte de baixo, realmente, é um transtorno. Até passei lá com meu filho, semana passada, e falei ‘Isso aqui nunca vão arrumar de volta’. Quem mora na região do fundo do Portal das Torres pode ter um deslocamento de, até, 1,5 km. A pé se tornou inviável para esses moradores, eles têm que se deslocar com circular ou Uber, porque é muito ruim para eles”, contou Braulio.
“Eu tenho um casal de amigos idosos que mora bem no fundo do vale e a filha deles mora bem do outro lado, dá para eles conversarem gritando de um lado da estrada para o outro, mas, para atravessar, eles precisam andar, nesse caso especificamente, 1,5 km”, complementou o morador.
A instalação da nova passarela é de responsabilidade do Dnit, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Segundo o Dnti, os custos das obras para reconstrução da passarela foram estimados em R$ 3.320.608,71. Em nota, o Dnit informou que a previsão é que a licitação para reconstrução da passarela seja aberta ainda no primeiro semestre deste ano e que as obras devem começar assim que for definida a empresa vencedora. A autarquia informou que vai buscar a recomposição dos danos junto ao causador do acidente em outro processo.
