Aberto prazo de consulta pública ao Plano de Manejo do Parque do Ingá

A imagem do lago do Parque do Ingá com áreas completamente secas neste ano de 2020 surpreendeu. O Parque estava fechado para a visitação pública, mas a reportagem do Portal GMC Online conseguiu registrar a cena que viralizou.
O problema é grave e crônico. O lago vem secando principalmente por causa da urbanização acelerada no entorno da reserva e pelo número cada vez maior de poços artesianos abertos na região.

O enfrentamento a este problema está previsto no Plano de Manejo do Parque do Ingá, um documento que é revisado a cada cinco anos e é uma obrigação legal do gestor.
O atual documento está em fase de consulta pública. Qualquer cidadão pode opinar. O professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jorge Vilalobos, vai sugerir mudanças no estudo de impacto de vizinhança para obter informação também sobre os efeitos das construções no entorno do parque.
“Os estudos de impacto de vizinhança é um instrumento utilizado no planejamento aqui em Maringá e em outras cidades. Ele também deveria prever para aqueles que estão construindo no entorno do parque, os efeitos dessas construções nos parques, e pode ser incluída, então, os efeitos negativos, não somente na questão do aquífero, do abastecimento do lago, mas também os efeitos na flora e na fauna do parque, uma vez que ele é um centro a partir do qual se irradia, pelo próprio córrego, toda uma carga de biodiversidade, tanto de entrada quanto de saída. E aí, os efeitos deveriam ser, e creio que deveria estar no plano, apontados através desses estudos de impacto de vizinhança, isso também não tem sido feito até agora”, afirma Vilalobos.
Todas as sugestões apresentadas serão avaliadas pela equipe de pesquisadores que elaboraram o plano e pela Secretaria de Meio Ambiente, explica o biólogo da Sema, Rogério Lima.
“O plano foi elaborado pela Uningá, Unicesumar e UEM, no qual esses profissionais fizeram uma prestação de serviço para a prefeitura, elaborando vários estudos dentro da fauna, flora, dos aspectos físicos e estruturais do parque, educação ambiental, turismo, e eles apresentaram o que há hoje e as propostas de melhorias para isso. Foi delineado nesse documento, que está agora aberto para consulta pública, inclusive, as ações de manejo são propostas por eles e, dentro disso, todo mundo pode opinar lendo documento e contribuindo da maneira que achar conveniente, recomendando, sugerindo, pedindo para retirar alguma ação que não foi tão adequada. Então, a consulta pública dá essa liberdade para qualquer pessoa que queira contribuir com o plano”, afirma Lima.
Entre as propostas de manejo, há indicações de intervenções que podem ajudar a solucionar a falta de água no lago do Parque do Ingá, mas o trabalho é bastante complexo.
“O plano foi elaborado pela Uningá, Unicesumar e UEM, no qual esses profissionais fizeram uma prestação de serviço para a prefeitura, elaborando vários estudos dentro da fauna, flora, dos aspectos físicos e estruturais do parque, educação ambiental, turismo, e eles apresentaram o que há hoje e as propostas de melhorias para isso. Foi delineado nesse documento, que está agora aberto para consulta pública, inclusive, as ações de manejo são propostas por eles e, dentro disso, todo mundo pode opinar lendo documento e contribuindo da maneira que achar conveniente, recomendando, sugerindo, pedindo para retirar alguma ação que não foi tão adequada. Então, a consulta pública dá essa liberdade para qualquer pessoa que queira contribuir com o plano”, afirma Lima.
O Plano de Manejo do Parque do Ingá estará aberto para consulta pública até o dia 29 de janeiro. O plano de manejo tem 415 páginas e pode ser acessado no site da Prefeitura de Maringá.
