Aos 75 anos, morador de Maringá é maratonista e superou um câncer
A trajetória nas corridas se iniciou há 10 anos, quando Alceu foi convidado pelo filho a participar de um grupo de maratonistas da cidade

Próximo de completar 76 anos, Alceu Guastaca, natural de Cianorte e proprietário de uma loja de produtos de limpeza na Avenida Mandacaru, já percorreu seis maratonas desde que decidiu se aventurar pelos caminhos da corrida, há aproximadamente dez anos. O incentivo veio do filho Carlos Alberto, que o convidou para participar de um grupo de corrida de Maringá.
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Na época, com 67 anos, ele negou o convite para integrar o Papa Léguas Running Club. “Não queria compromisso”, afirma Guastaca. No entanto, o filho não desistiu e inscreveu o pai em sua primeira corrida de forma quase que forçada. “É…aí fui lá e corri.”, relembra o septuagenário, que se tornou o membro mais velho do grupo.
Segundo Alceu, os primeiros 5 quilômetros como maratonista foram os mais difíceis, vista a falta de experiência e treino no início da jornada. Porém, com o apoio da equipe do clube e os parceiros de equipe, os resultados foram melhorando.
A primeira maratona oficial ocorreu em Florianópolis, em 2019, completando o trajeto de 42 quilômetros em sua estreia. Entre todos os locais que já participou, o maior desafio foi encontrado em Foz do Iguaçu em 2024. “Muita subida e calor”, comenta Guastaca.

Por onde chega, ele provoca reações por conta de sua idade e boa habilidade. Segundo Alceu, não é comum ver pessoas com a mesma experiência realizando as mesmas marcas “As pessoas ficam espantadas de ver, porque eu não sou o último a chegar.”, comenta.
Eu sou 20 e poucos anos mais velho que todos no grupo, mas comecei a correr igual aos outros
Alceu Guastaca
A pausa
A superação não se encontra apenas nas pistas de corrida. No início do ano, o cianortense precisou dar uma pausa nos treinos após ser diagnosticado com um câncer de pele na região da cabeça.
As duas cirurgias para remoção do tumor exigiram um pós-operatório sem exposição ao sol e exercício físico. Passado o período de repouso, o retorno ocorreu nas pistas de Guaratuba, no litoral paranaense, “Eu fui na vontade mesmo, eu estava na raça.”, comenta Guastaca sobre o retorno.

Para a filha Lívia, a dedicação e disciplina do pai é motivo de orgulho. “Ele tem saúde, não toma remédio. Ele é um exemplo tanto para nós, quanto para todo mundo que vê ele com essa garra e determinação”. Analisa.
