China se consolida como o principal parceiro comercial de cidades do interior do país

A China se consolidou como o principal parceiro comercial de cidades do interior do país. Maringá, no Paraná, se tornou a segunda em exportações no estado e a 15ª no Brasil graças ao país asiático, interessado principalmente na soja produzida na região. A vantagem para os exportadores de Maringá é a proximidade com um porto que ganhou competitividade com investimentos feitos nos últimos anos.
O porto de Paranaguá, no Paraná, vem batendo recordes de exportações. Boa parte é de grãos, principalmente soja produzida no interior do estado. Uma vantagem do porto é a agilidade no sistema de carregamento, diz o diretor-presidente do Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva.
“Um complexo único, onde 10 terminais se interligam em seis correias transportadoras que alimentam três berços, onde carregam seus navios. Sem dúvida isso já demonstra uma eficiência, onde temos 10 terminais as vezes abastecendo ao mesmo tempo o mesmo navio.”, explica.
A logística facilita o caminho até o maior comprador da soja: a China. O país asiático é o grande responsável pelos números crescentes nas exportações de commodities.
E está ajudando a inflar os resultados da balança comercial de cidades do interior do país.
Das 20 cidades que mais exportaram este ano no Brasil, 15, ou 75%, têm a China como principal parceiro comercial e destas, 14 são cidades do interior, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
É o caso de Maringá, no interior do Paraná, que de janeiro a maio deste ano teve um aumento de 24% nas exportações, na comparação com o mesmo período do ano passado, ficando em 2ª posição no ranking do estado e na 15ª posição no ranking nacional, explica a economista Juliana Franco.
“Quando a gente avalia quais são os produtos que estão sendo negociados, no caso da exportação, o principal produto é a soja, isso mostra a nossa dependência do mercado chinês.”, diz Juliana.
O agronegócio se beneficia da gula consumidora do gigante asiático. O vice- presidente da maior cooperativa agropecuária de Maringá, José Cícero Aderaldo, diz que os produtores podem aumentar a produção com a tranquilidade de um mercado consumidor garantido.
“A China viabilizou o Brasil dobrar a produção de soja nos últimos 10 anos, nós quase quadriblicamos a produção de soja de 2000 pra cá e todo esse aumento da produção brasileira foi destinado ao consumo chinês.”, diz José Cícero.
A China é também um importante parceiro econômico nas importações. 54% do que Maringá compra lá fora são produzidos pelos chineses: bens manufaturados e tecnologia como medicamentos e placas fotovoltaicas.
