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22 de junho de 2026

Colégio de Maringá transforma reciclagem de figurinhas em ação de conscientização ambiental


Por Brenda Caramaschi Publicado 22/06/2026 às 14h47
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Papel adesivo que acompanha as figurinhas exige um processo especial de destinação. / Foto: divulgação

Uma simples figurinha da Copa do Mundo pode se transformar em uma importante ferramenta de educação ambiental. Foi com esse objetivo que o Colégio Mater Dei participou da Arena Sustentável 2026, realizada este final de semana no Eurogarden, em Maringá, promovendo uma campanha de coleta e reciclagem do liner, o papel adesivo que acompanha as figurinhas e que exige um processo especial de destinação.

A vice-diretora do colégio, Juliana Ferrari, destacou a importância de utilizar temas presentes no cotidiano das crianças para estimular a conscientização ambiental e a formação de cidadãos mais responsáveis. No domingo, último dia do evento, o estande do Mater Dei recebeu colecionadores para a troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo e para o descarte correto do liner, material que muitas vezes é jogado no lixo comum por desconhecimento da população. “O liner tem uma composição diferenciada. Por isso, demora muito mais do que um papel comum para se decompor no meio ambiente. Ele não é um material reciclável comum e será destinado a uma empresa especializada que faz a reciclagem adequada”, explicou Juliana.

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No domingo (21), o estande do Mater Dei na Arena Sustentável recebeu colecionadores para a troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo e para o descarte correto do liner. / Foto: divulgação

A ação integra uma proposta mais ampla de sustentabilidade desenvolvida pelo Colégio Mater Dei. A instituição criou uma Comissão de Sustentabilidade formada por representantes de diversos setores da escola, incluindo equipe administrativa, professores, colaboradores, coordenação pedagógica e até mesmo alunos.

A ideia é identificar práticas já existentes, desenvolver novos projetos e ampliar o impacto positivo da escola na comunidade. “Pensar em sustentabilidade na escola é algo natural. Desde cedo ensinamos as crianças a separar o lixo, participar de campanhas solidárias e refletir sobre o cuidado com o meio ambiente. Mas percebemos que era possível ampliar essas ações e organizá-las de forma mais estratégica”, explicou a vice-diretora. “Demos voz aos nossos alunos. Temos crianças de 10 e 11 anos participando da comissão e elas trazem ideias muito importantes para as nossas discussões”, destacou.

Além das ações educativas, o colégio já adota medidas sustentáveis em sua estrutura física, como a utilização de energia solar e sistemas de reaproveitamento de água. No entanto, Juliana ressalta que sustentabilidade vai muito além das questões ambientais. A instituição também desenvolve projetos sociais voltados à arrecadação de alimentos, campanhas de agasalho, doação de fraldas geriátricas, iniciativas solidárias no Natal e campanhas de doação de sangue envolvendo colaboradores. “Pensar em sustentabilidade é também pensar nas pessoas. Desenvolvemos ações voltadas ao bem-estar dos nossos colaboradores, à saúde, ao fortalecimento das relações humanas e à solidariedade. Tudo isso faz parte de uma visão mais ampla de sustentabilidade”, afirmou em entrevista ao podcast da Arena Sustentável.

Para a educadora, um dos maiores desafios é transformar pequenas atitudes em hábitos permanentes. Por isso, ela acredita que a conscientização precisa ser constante. “A palavra é conscientizar. Muitas vezes as pessoas nem sabem que determinado material precisa de uma destinação especial. Ao participar da Arena Sustentável, evento que reúne empresas, universidades, instituições e órgãos públicos em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Mater Dei reforçou uma filosofia que orienta as ações dentro e fora da sala de aula: a de que a educação é uma das principais ferramentas para construir um futuro mais sustentável. “Muitas escolas já realizam ações sustentáveis e nem percebem. Às vezes falta organização, planejamento e o registro dessas iniciativas. Quando conseguimos enxergar tudo o que está sendo feito, percebemos o quanto é possível transformar a realidade ao nosso redor”, afirmou Juliana.

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