Dia dos Pais: Comércio abre em horário especial em Maringá; 60% dos comerciantes estão otimistas

O Dia dos Pais é comemorado no próximo domingo, 8. Por causa da data, em Maringá, um decreto municipal permite a abertura do comércio de rua nessa sexta-feira, 6, das 8h às 20h, e neste sábado, 7, das 8h às 18h. E a expectativa de vendas do setor está alta. Uma pesquisa da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) revela que 60% dos comerciantes estão otimistas com as vendas para o Dia dos Pais. A vacinação é o principal motivo do otimismo.
A vacinação avança em Maringá. Na terça-feira, 3, foram vacinadas pessoas com 32 anos ou mais. Nessa quarta-feira, 4, a vacinação foi no sistema de repescagem para grupos prioritários. E nesta quinta-feira, 5, está sendo aplicada apenas a 2º dose. Apesar das interrupções de 1ª dose, a imunização traz ânimo aos comerciantes na semana de vendas para o Dia dos Pais.
Uma pesquisa da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) aponta que 60% dos comerciantes esperam vender mais neste ano na comparação com 2020. 24% esperaram vender o mesmo que venderam no ano passado e 15% acreditam que vão vender menos.
O gerente-regional de uma rede de lojas de calçados e confecções, João Sabino Neto, diz que a expectativa é vender até 15% a mais em relação a 2019, antes da pandemia.
“A gente está bem esperançoso. A gente vem vendo o momento, o número de clientes e a demanda também nos últimos meses […]. O ano de 2020 foi um ano bem mais complicado, então a gente está baseando isso com o ano de 2019. […] Eu acho que um dos pontos mais positivos de Maringá é a vacinação. A gente percebeu que já está em 32 anos, o que ajuda muito o comércio, porque dá mais segurança para as pessoas virem comprar”, afirma o gerente.
Os consumidores também se animam. A pesquisa apontou que 33% vão comprar calçados e roupas para os pais. Em segundo lugar, com 16% estão os perfumes e cosméticos. É o que a Emily Calorine pretende dar de presente para o pai.
“Estou pensando. Provavelmente eu vou dar um perfume para ele. Ele gosta bastante. Como é para o meu pai, [eu pretendo gastar] uns R$ 500. Ele merece, claro”, diz Emily.
A crise econômica não vai permitir que todo consumidor compre presentes. Mas isso não significa que os papais vão ficar sem uma lembrança. A decoradora de eventos, Raquel Delci, de um dos setores mais castigados pela pandemia, usou o talento para ajudar os filhos a produzir presentinhos artesanais, recheados de amor.
“Esse ano, devido a toda situação financeira, nós optamos por fazer o presente do dia dos pais. Então, as crianças vão fazer caixinha, cartinha para o pai, que acaba sendo uma comemoração mais afetiva e não deixa passar em branco”, afirma Raquel.
A pesquisa da Faciap foi realizada entre os dias 12 e 19 de julho com 500 comerciantes e 1006 consumidores de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Francisco Beltrão.
