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19 de abril de 2026

Hospital Psiquiátrico de Maringá lança campanha contra o preconceito ao doente mental


Por Redação GMC Online Publicado 04/08/2020 às 18h37 Atualizado 25/02/2023 às 01h43
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Imagem Ilustrativa | Foto: Google Street View

O Hospital Psiquiátrico de Maringá lançou oficialmente a campanha “Menos preconceito, mais amor”. A ideia é informar a sociedade a respeito do quanto os transtornos mentais são comuns e do mal que o preconceito causa nos próprios doentes, como em seus familiares.

A doença mental não é para se envergonhar. É um problema médico, assim como outras doenças, que precisam de tratamento adequado e apoio. E é mais comum do que se imagina.

Além do acompanhamento de médico psiquiatra, uso dos medicamentos prescritos, o tratamento tem melhor resultado quando a pessoa encontra amparo em amigos, familiares. A maioria, no entanto, ao invés do apoio, tem que enfrentar mais um obstáculo, o preconceito.

Marina Alves da Silva, 44, enfrenta a depressão há mais de 20 anos e vive na pele a falta de apoio. “As pessoas apoiam, são empáticas, sensíveis a uma pessoa com um problema físico. Agora acham que um transtorno mental, como a depressão, é falta de força de vontade, é desculpa.”

Foto: Divulgação

Conforme a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), praticamente um em cada 5 adultos (EUA) experimentam alguma forma de doença mental e um em cada 24 (Brasil) tem uma doença mental grave.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas dos transtornos mentais. Ainda conforme as pesquisas, cerca de 5% dos cidadãos sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

Outro dado importante: a depressão, apontada como a “doença do século XXI”, atinge mais de 17 milhões no mundo e aproximadamente 850 mil morrem por ano em decorrência dela (normalmente por suicídio, overdose de drogas ilícitas, consumo exagerado de álcool, entre outras razões).

Outro dado agravante da OMS demonstra que, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. São 800 mil mortes por ano.

Portanto, combater o preconceito é extremamente importante. “Ao invés de nutrir preconceito, criticar ou minimizar esse problema, precisamos demonstrar mais empatia, respeito e apoio às pessoas que enfrentam um transtorno mental, qualquer que seja”, destaca o hospital, justificando a importância desta campanha, divulgada principalmente nas redes sociais.

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