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02 de abril de 2026

Índice de infestação do mosquito da dengue é de 2,4% em Maringá


Por Letícia Tristão/CBN Maringá Publicado 02/02/2022 às 17h36 Atualizado 20/10/2022 às 12h46
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Foto: Reprodução/Arquivo/AEN

O resultado do primeiro Lira, Levantamento do Índice de Infestação do Aedes aegypti de Maringá de 2022 foi divulgado nesta quarta-feira, 2. O relatório demonstra índice de 2,4%, o que é considerado risco médio.

Os bairros da região do Jardim Alvorada I apresentaram maior índice de infestação, de 4,9%. Segundo o gerente de Zoonoses Eduardo Alcântara, o resultado deve ligar o alerta na população. “Nós tivemos um índice médio na cidade de Maringá, de 2,4%. Isso indica que estamos com risco médio, considerando a quantidade de larvas que foram encontradas nos imóveis visitados nesse levantamento. Algumas regiões tiveram índices maiores, afinal de contas isso é média. Naquelas regiões que tiveram índices maiores e principalmente aquelas com índice superior a 4%, a gente já iniciou ações estratégicas para poder realizar a coleta de material que acumula água nos quarteirões em que tivemos mais casos e com índices mais altos”, afirma Alcântara.

“Foram selecionados entre 5 a 6 áreas em Maringá, que são áreas mais críticas. Considerando o nosso levantamento e o número de casos que tivemos até o momento. Se compararmos os dois últimos anos, ano passado tivemos 2,2% na mesma época. Esse período do ano é o período que geralmente o Lira dá alto, é um resultado esperado, por causa das chuvas e do calor. Nos anos em que nós tivemos epidemia, como 2019 por exemplo, os índices geralmente são superiores a média, superior a 4%, 5%. Sempre quando a gente teve epidemia, começou o ano com indicadores altos “declara.

“Mas o fato de estarmos com um índice de 2,4%, não é motivo para estarmos tranquilos, precisamos estar atentos, cuidando da dengue. Porque em algumas áreas, principalmente os índices que foram superiores a 4% inspiram cuidados. Apesar de não ter casos em áreas com índice alto, de 4%, eu tenho que estar atento, porque basta o vírus estar circulando com o mosquito entre as pessoas, para a gente ter aumento do numero de casos. O que observamos é que apesar de algumas áreas apresentarem índices superior a 4%, nós não tivemos casos de dengue nessas regiões. Temos que estar atentos, porque temos o mosquito e não o caso, que qualquer pode acontecer de ter transmissão, esse é o cuidado. Por outro lado, tivemos áreas com índices inferiores a 4%, […], mas que tiveram muitos casos. […]. As pessoas as vezes adquirem dengue não só na sua residência, mas também no ambiente de trabalho. Temos que fazer inspeções na nossa residência para não deixar acumular água, e também no local de trabalho, isso é muito importante”, diz.

Ele orienta sobre as formas de combate à dengue, principalmente em locais onde a limpeza é feita com menor frequência. “A gente tem que estar tomando muito cuidado nessa época do ano, porque o clima é favorável para a proliferação do mosquito. Os ovos que ficaram durante as vezes até 1 ano aguardando o momento certo, vão eclodir agora. E a gente pode ter uma indecência maior do mosquito, por isso devemos tomar cuidado. Eu peço para as pessoas que lembrem de olhar depósitos, que nós normalmente não costumamos imaginar que acumule água. A gente acaba esquecendo das calhas, das marquises de prédios, caixas ‘água que as vezes podem estar destampadas. E principalmente nessa época quente, climatizadores, que tem sistemas as vezes com reservatório de água, que também podem causar presença da larva do Aedes aegypti”, complementa.

Segundo o gerente de zoonoses, o trabalho dos agentes de fiscalização tem sido integrado. “Uma dessas estratégias é usar o diagrama de controle que está sendo utilizado dividindo a cidade em 5 regionais. Hoje a cidade foi dividida em 5 regiões específicas que estão sendo monitoradas através dessa metodologia do diagrama de controle. Para que a gente possa identificar o aumento de casos precocemente, e assim tomar as providências de uma forma melhor, ao invés de ficar aguardando. Temos uma variação da cidade como um todo, essas variações funcionam como uma ação integrada entre a secretaria de limpeza urbana, com a secretaria do meio ambiente. Nós fazemos visitas em todos os imóveis da região que vai receber uma coleta mais intensiva. Nossos agentes vistam as residências e orientam para retirar no dia seguinte o material que acumula água, principalmente o que é reciclável. E no dia seguinte, a secretaria de limpeza urbana passa recolhendo esse material. É importante lembrar as pessoas, que aguardem a visita do agente da dengue, para que elas saibam que podem retirar o material”, concluí.

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Desde o início do período epidemiológico, que começou em agosto de 2021, Maringá confirmou 62 casos de dengue e nenhuma morte pela doença foi registrada.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá

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