Maringá: BR Cidades promove 1ª edição do Roda de Conversa nesta quinta

O projeto Roda de Conversa é desenvolvido pelo Núcleo Maringá do BR Cidades, que é um grupo de pesquisadores, profissionais e movimentos sociais com o objetivo de construir coletivamente cidades mais justas, solidárias e sustentáveis.
O Roda de Conversa é financiado por meio de edital do Fórum Nacional de Reforma Urbana. A proposta é debater com jovens os problemas e soluções para a cidade de Maringá.
A primeira edição será nesta quinta-feira, 5, às 19h, pelo Google Meet, sem transmissão pelas redes sociais. É preciso se inscrever para participar.
O Roda de Conversa será dividido por minorias. Este primeiro encontro será para mulheres jovens, explica a coordenadora do Núcleo Maringá do BR Cidades, a professora do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Beatriz Fleury e Silva.
“O grupo focal seriam as mulheres jovens da cidade de Maringá e região, estamos com um grupo de inscritos, também, fora do Paraná […]. O próximo, na semana que vem, é a juventude negra. Vamos conversar com duas personalidades da cidades, jovens, atuantes, sobre política urbana, como que os jovens se veem na cidades, quais são os entraves, os aspectos positivos e, ao mesmo tempo, conversar com eles sobre os mecanismos, os espaços onde a juventude pode se colocar para construir, em conjunto com a gestão pública, a cidade que se quer”, explica a professora.
A discussão acontece num momento importante em que Maringá debate o Plano Diretor, que está em revisão. As cidades são diferentes para as diferentes pessoas, por isso é preciso trabalhar para reduzir as desigualdades urbanas.
“A cidade, num geral, não é a mesma para a pessoa negra, não é a mesma para a pessoa LGBTQIA+, não é a mesma para os indígenas, não é a mesma para os imigrantes, não é a mesma para as mulheres. Ela é muito mais, em sua maior parte, desenhada e a construção das políticas que levam a esse desenho para grupos majoritários. Não estou falando de Maringá especialmente, mas uma cidade no geral, não é desenhada olhando para essas minorias, que geralmente se veem apartadas dessa cidade”, aponta a coordenadora.
“A cidade ideal é onde, independente da sua cor, credo, raça, orientação sexual, você possa se ver livre, possa acessar, de forma igualitária, possa participar dessa cidade, possa se apropriar dos espaços”, afirma Beatriz.
As próximas edições serão nos dias 12, 19 e 26 de agosto e 2 de setembro, para juventude negra, juventude LGBTQIA+, juventude imigrante e juventude indígena, respectivamente.

