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01 de abril de 2026

Maringá: Empresa faz teste unindo tecnologia e meio ambiente


Por Victor Simião/CBN Maringá Publicado 29/10/2020 às 22h40 Atualizado 26/02/2023 às 02h36
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Maringá: Empresa faz teste unindo tecnologia e meio ambiente
Foto: Divulgação/AMA

Um projeto chamado “AMA” está em fase de testes em Maringá. A iniciativa é desenvolvida por uma empresa de Curitiba, a “Smart Citizen”, e une tecnologia e meio ambiente. Por meio de um aplicativo, a plataforma AMA – Agentes do Meio Ambiente -, pessoas na cidade podem se cadastrar. Aí, elas se tornam responsáveis por uma área.

A ideia do programa, ainda em fase de teste, é que cada uma dessas pessoas cuide de um local na região. Dessa maneira, o município não precisaria fazer a limpeza – o que reduziria custos. Além disso, a proposta é que o cidadão seja MEI – um microempreendedor individual. Se for o caso, preste serviço a outras pessoas ou mesmo ao poder público. Ou seja, gere renda

O projeto também permite que o morador, se quiser, só contribua com informações sem se tornar MEI. Aí ele pontua e troca por produtos ambientais como lixeiras e sacos de lixo.

O controle da limpeza ocorreria por meio de fotos enviadas pelo aplicativo. Em razão dos testes, já há pessoas cadastradas em Maringá.

A Prefeitura autorizou testes de limpeza ao longo do mês de outubro e parte de novembro. Não há custos para a cidade neste momento. A empresa tem atuado em Maringá desde o fim do ano passado.

O AMA se baseia em experiências internacionais, como Los Angeles. Além de Maringá, outras cidades estão passando por testes, explica o responsável pela Smart Citizen, Marcelo Lopes.

“Começamos a fazer os testes em Maringá em novembro do ano passado. Já desenvolvemos algumas pessoas que começaram desde a versão Beta para a versão 1.0. Em novembro e dezembro, fizemos experiências com vários moradores do Jardim Alvorada. Cada morador assumindo a responsabilidade de cuidar do meio ambiente da sua quadra: da limpeza, do bueiro, dos entulhos, educar os vizinhos. Em janeiro e fevereiro fizemos logística reversa em Paiçandu. No futuro, pensamos em buscar cidades do tamanho de Maringá para baixo. Queremos ficar com as cidades pequenas, que não têm uma infraestrutura como Curitiba, Londrina, e até mesmo Maringá”, detalha.

A proposta do aplicativo vai além da limpeza: é, também, para gerar dinheiro. A empresa responsável busca patrocinadores para financiar a ideia. Se tudo der certo, o passo seguinte é ofertar o projeto para os governos. O plano é não cobrar por isso, e sim atingir pessoas.

Marcelo Lopes diz que, com isso, o gasto do poder público pode ser reduzido em até 60%. E a Smart Citizien pode ofertar outros serviços e ganhar dinheiro com os usuários do aplicativo.

“Na última fase do AMA, o aplicativo se torna uma conta digital da pessoal. Então, todas os valores que ele recebesse por fazer essa separação de lixo, vender os resíduos ou ser contratado como zelador ambiental, esse dinheiro vai ficar na conta digital que cada AMA tem, a partir do momento que começa a usar esse aplicativo. E requeremos mostrar isso de uma forma bem contundente para o poder público”, acrescenta.

A reportagem procurou a Prefeitura de Maringá. Por meio da assessoria de imprensa, o Executivo reforçou que não há nada acordado a não ser a autorização para testes.

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