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01 de julho de 2026

Maringá gera 2,9 mil empregos nos 5 primeiros meses de 2026 e tem 3º maior saldo de vagas do Paraná


Por Felippe Gabriel Publicado 01/07/2026 às 13h45
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Maringá criou 2.976 empregos de carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O saldo de vagas de emprego de Maringá é o terceiro maior do Paraná no período, representando 4,9% de todas as vagas abertas no estado entre janeiro e fevereiro. Maringá ficou atrás apenas de Curitiba (13.942) e Londrina (3.353).

Nos cinco meses, foram 49.046 admissões e 46.070 desligamentos em Maringá. Em maio, foram 8.875 admissões e 8.721 desligamentos, com um saldo de 154 vagas criadas no mês. Desta forma, Maringá mantém saldo positivo em todos os meses de 2026, apesar da queda significativa em abril.

Em janeiro foram 1.124 vagas geradas, seguidas de 739 em fevereiro e 892 em março, até a queda vertiginosa em abril, quando o saldo foi de 67 vagas. Houve um aumento em maio (154), mas ainda abaixo dos primeiros meses do ano, acompanhando os índices do Paraná e do Brasil – veja abaixo.

Setores

O setor de serviços foi o responsável pelo maior número de vagas em Maringá entre janeiro e maio: 1.287. Na sequência aparecem a construção civil, com 775 vagas, a indústria, com 569, e o comércio, com 351. O único setor que apresentou saldo negativo foi o da agropecuária, com -6 vagas – foram 137 desligamento contra 131 admissões.

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Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr

Paraná

O Paraná criou 60.400 empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do Brasil no período, de acordo com os dados do Novo Caged. O resultado representa cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no País entre janeiro e maio.

No período, foram registradas 917.993 admissões e 857.593 desligamentos no Estado, saldo que coloca o Paraná atrás apenas de São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375) e Santa Catarina (61.658). A diferença para o terceiro colocado é de apenas 1.258 empregos.

O desempenho paranaense ganha ainda mais relevância diante do cenário regional. Enquanto a Região Sul fechou maio com saldo negativo de 4.109 vagas, influenciada pelos resultados do Rio Grande do Sul (-5.657) e de Santa Catarina (-662), o Paraná foi o único estado da região a encerrar o mês com geração positiva de empregos.

Os dados mostram que o Paraná manteve uma trajetória positiva ao longo do período. Somente em maio, o Estado registrou saldo de 2.210 novos empregos formais, mantendo a sequência de cinco meses consecutivos com mais admissões do que desligamentos. Em janeiro foram criadas 17.958 vagas, em fevereiro 22.698, em março 15.800, em abril 1.734 e, agora, mais 2.210 em maio.

Setores

O principal responsável pelo desempenho do mercado de trabalho paranaense em 2026 continua sendo o setor de serviços, que respondeu por 35.140 novos postos de trabalho entre janeiro e maio. Na sequência aparecem a indústria, com 13.761 vagas, a construção civil, com 9.024, o comércio, com 2.025, e a agropecuária, com 450 empregos gerados.

Brasil

O mercado de trabalho brasileiro abriu 72.960 postos de trabalho em maio, segundo dados do Novo Caged. É o menor saldo de empregos para meses de maio desde 2020.

Em abril, o saldo foi positivo em 79.526 vagas, já incorporando os ajustes na série. Em maio de 2025, o saldo foi de 153.108 novos postos de trabalho.

O resultado de maio de 2026 ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para criação líquida de 120 mil vagas em maio. As estimativas do mercado financeiro iam de 38.191 a 175 mil novas vagas.

O saldo do mês passado é resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.346 desligamentos.

Acumulado

Conforme os dados divulgados, o mercado de trabalho brasileiro cresceu em 767.326 vagas no acumulado de janeiro a maio de 2026. Dos 27 estados brasileiros, 22 encerraram o mês com saldo positivo de contratações.

Este é o menor saldo do Caged para o período desde 2020, quando foram fechados 1,345 milhão de postos formais de trabalho entre janeiro e maio, em meio à pandemia de covid-19.

Na comparação com janeiro a maio de 2025, o resultado representa uma queda de 28%.

Com informações da AEN.

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