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02 de abril de 2026

Maringá realiza ato pedindo justiça por Mariana Ferrer


Por Victor Simião/CBN Maringá Publicado 08/11/2020 às 21h08 Atualizado 26/02/2023 às 04h43
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Maringá realiza ato pedindo justiça por Mariana Ferrer
Foto: Victor Simião/CBN Maringá

Maringá, no norte do Paraná, fica a 730 quilômetros de Florianópolis. Apesar da distância, o que aconteceu na capital de Santa Catarina revoltou pessoas de todo o Brasil.Uma audiência realizada em setembro e tornada pública há poucos dias mostrou a forma como a influenciadora digital Mariana Ferrer foi tratada pelo advogado de quem ela acusava, o empresário Cláudio Gastão Filho, e a omissão da Justiça. Mariana acusa o empresário de abuso sexual durante uma festa ocorrida dois anos atrás. O resultado do julgamento foi absolvição.

As imagens causaram revolta porque a defesa de Gastão Filho usou imagens sensuais de Mariana Ferrer na tentativa de dizer que ela tinha culpa, entre outras medidas. A influenciadora chorou na audiência.

O caso ganhou repercussão nacional, e advogado, promotor e juiz do caso foram criticados até por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao longo dos últimos dias, manifestações têm sido registradas no país com o mesmo nome: “Justiça por Mari Ferrer“.

Em Maringá, a ação ocorreu em frente ao Fórum de Justiça neste domingo, 8. Mulheres e homens usavam máscara devido à pandemia da covid-19. Teve falas críticas, cartazes com palavras de ordem e performances.

A associação maringaenses ‘Nenhuma a menos’ organizou o ato. A presidente da entidade, Andrea Ferreira, disse que a luta é por todas as mulheres que não têm julgamento justo o Brasil.

“É chocante a maneira como a Justiça vem lidando com o caso da Mariana Ferrer, vídeos do acusado não foram divulgados, a maneira como ela foi trata na audiência é inaceitável. Se ela, uma mulher branca, passou por isso, contra alguém que tem dinheiro, não é difícil imaginar que a gente aqui possa passar também. É um ato nacional e nós estamos fazendo a nossa parte aqui em Maringá”, detalha.

Participando do ação, a estudante Heloísa Helena falou que o problema na sociedade é que o machismo é estrutural, e não está apenas no Judiciário.

“Quando ela vai denunciar casos de violência, acho que não só no Judiciário, mas também quando ela vai procurar apoio no SUS, existe receio muito grande da vítima nesses casos de estupro. O caso da Mari Ferrer ficou mais conhecido, mas temos que pensar em como acontece com as mulheres pobres, que não tem tanta repercussão. Infelizmente isso acontece muito e é estrutural no nosso País”, reforça.

A dona de casa Camila Assunção afirmou que o machismo no Brasil está presente em homens e mulheres. Ela carregava um cartaz escrito ‘chega’.

“A gente quer respeito, poder sair na rua, estudar, trabalhar, fazer o que a gente quiser. O machismo não vem só do homem. É muito triste falar isso, mas vem também das próprias mulheres”, frisa.

A organização do “Justiça por Mari Ferrer” em Maringá estimou em ao menos 200 o números de participantes.

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