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10 de junho de 2026

Maringá recolhe mais de 300 doses da vacina contra a dengue do Instituto Butantan


Por Carlos Emori Publicado 10/06/2026 às 15h50
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Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Nesta semana o Ministério da Saúde descontinuou temporariamente a vacinação da Butantan-DV contra dengue.

A medida, adotada por precaução e a partir de consenso entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorre após o registro de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Dentre eles, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos.

A estratégia de vacinação com o imunizante do Butantan estava voltada a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde.

Em Maringá, a Secretaria de Saúde informou que segue as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde quanto à suspensão cautelar da aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, destinada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde.

Ao todo, foram recolhidas 312 doses e que permanecerão armazenadas na Rede de Frio até nova definição das autoridades sanitárias. Desde o início da estratégia de vacinação, em março deste ano, foram aplicadas 559 doses da vacina do Instituto Butantan em servidores da Atenção Primária.

Até o momento, não há registro de eventos adversos relacionados à aplicação dessas doses. Os vacinados há mais de 21 dias não necessitam buscar atendimento médico.

A Secretaria esclarece ainda que a vacinação com a Qdenga segue normalmente. A vacina Qdenga é destinada ao público de 10 a 14 anos, conforme definição do Ministério da Saúde, e continua sendo aplicada em esquema de duas doses com intervalo de três meses. A suspensão cautelar da vacina do Instituto Butantan não interfere na estratégia de vacinação com a Qdenga, que atende um público distinto.

Veja os sintomas da reação adversa da doença:

febre
dor no corpo
manchas no corpo
sinais de sangramento
vômito

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