Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de abril de 2026

Maringá: Servidores públicos protestam contra a reforma administrativa


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 30/09/2020 às 14h41 Atualizado 25/02/2023 às 18h06
Ouvir: 00:00
Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

No Congresso Nacional, parlamentares analisam a reforma administrativa enviada pelo Governo Federal.  Nas ruas, em várias partes do país, começam a pipocar manifestações contrárias à proposta. 

Nesta quarta-feira, 30, em Maringá, manifestantes ligados a sindicatos que representam servidores estaduais e municipais estão concentrados na Praça da Catedral com cartazes contra a reforma.

Eles tentam convencer a sociedade que a mudança proposta pelo governo irá afetar a qualidade do serviço público. 

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Priscila Guedes, diz que a reforma administrativa, prejudica os servidores na base da pirâmide da carreira pública, sem atacar privilégios.

“A gente está muito preocupado porque o grande foco é ao ataque ao poder Executivo, em que se localiza os setores mais precarizados do serviço público. Os grandes servidores públicos que têm grandes benefícios, estes não serão afetados, no caso o Judiciário e no caso do Legislativo. Então se estão falando de privilégios, nós temos que falar o corte do auxílio paletó, o corte do auxílio moradia, então para realmente atacar privilégios”, explica a presidente do Sismmar.

Uma das alterações na reforma administrativa é a estabilidade no serviço público. A reforma estabelece critérios para a estabilidade no cargo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), sindicato que representa os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), José Maria Marques, diz que alterar a estabilidade pode criar um cenário como o que existia antes de 1988, quando os gestores ocupavam os cargos com apadrinhados.

“Não terá mais concurso público. É um processo simplificado. Então isso vai fazer com que volte antes de 1988 quando o servidor público não tinha regime jurídico único e quando não tinha estabilidade. Quando muda o governador, o prefeito, o presidente, tira todo mundo que está lá e contrata seus apadrinhados”, diz Marques.

No começo deste mês, em entrevista ao CBN Maringá 2ª Edição, o deputado federal Tiago Mitraud, presidente da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa disse que o texto  enviado pelo governo tem pontos que precisam ser melhorados, mas considera que o país precisa enfrentar o tema uma vez por todas.

“O caminho geral está positivo, mas tem algumas melhorias para serem feitas. Essa reforma, no primeiro ponto dela, ela busca mexer no regime jurídico único dos servidores, que hoje é o único tipo de vínculo que os servidores podem estabelecer com o Estado e essa PEC [Proposta de Emenda Constitucional] propões que tenham diferentes tipos de vínculo dependendo da finalidade da carreira […], o que eu acho que é uma decisão acertada, não dá para a gente tratar todos os servidores, todas as carreiras com as mesmas regras, fica disfuncional e acaba criando uma estrutura muito inflexível”, detalha Mitraud.

A entrevista completa você ouve no site da CBN Maringá. No podcast sobre a Reforma Administrativa, que você também encontra no site da CBN Maringá, especialista argumenta que o país precisaria primeiro fazer a reforma tributária, para saber quanto tem de receita e quanto pode gastar.

Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação