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01 de abril de 2026

Maringá tem dezenas de alunos superdotados em treinamento


Por Fábio Guillen Publicado 26/06/2020 às 19h44 Atualizado 24/02/2023 às 10h38
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Alunos superdotados recebem atendimento individualizado em Maringá – Foto: Divulgação

Professoras de Maringá estão transformando a vida de adolescentes superdotados, aqueles com muitas habilidades em alguma área ou até em várias. Na cidade, existem três salas da rede estadual de ensino que acolhem esses alunos e estimulam as mentes brilhantes de Maringá e região. 

A primeira sala de altas habilidades e superdotação do interior do Paraná foi inaugurada em Maringá há 15 anos e fica dentro do Instituto Estadual de Educação. Atualmente, são mais de 20 alunos sendo treinados. 

A professora Luciene Mochi é uma das educadoras que se especializou no assunto e hoje faz esse trabalho na cidade. Ela explica que é preciso investir na educação dessas crianças. 

“A criança pode ter superdotação para artes, matemática, corporal cinestésica e várias outras áreas. De acordo com as habilidades do aluno nós buscamos projetos e parcerias para melhorar essa habilidade. A inteligência é igual um músculo. Você tem que estimular para desenvolver”, destaca. 

Luciene diz ainda que os pais podem identificar as altas habilidades dos filhos ou as professoras no colégio. As salas de Maringá recebem alunos de toda a região e, por ser um serviço público, não tem custo. 

“Eu atendo e faço as avaliações dos alunos. A gente recebe alunos da região inteira. Eles vêm, fazem os testes e se a gente perceber que realmente o aluno tem a habilidade a gente matrícula na sala. A indicação pode vir dos pais ou da escola. É só procurar a gente. O atendimento não atrapalha o ensino comum da criança. A gente vai atender o aluno após a aula dele. O aluno só precisa estar matriculado na rede pública”, disse. 

Em Maringá, são três escolas que contam com salas que atendem e desenvolvem alunos com altas habilidades. Elas ficam no Instituto de Educação, Colégio Estadual Gastão Vidigal e no Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM (CAP).

Superdotados são sensíveis aos problemas da sociedade 

Os alunos superdotados, em sua maioria, são mais sensíveis em relação aos problemas da sociedade e buscam sempre querer ajudar a resolver essas questões. Os que estudam em Maringá não são diferentes, segundo a professora Luciene Mochi. 

“Eles são educadíssimos, amáveis, sensíveis aos problemas da sociedade. São também colaborativos uns com os outros. É uma das características para a superdotação. A violência é algo que incomoda esses alunos. Eles acolhem os demais alunos da sala e ensinam até a gente”, contou. 

Enzo, aos 17 anos, foi aprovado em dois vestibulares da UEM

Enzo Ryodi Sato, 18 anos, foi aprovado em dois vestibulares da UEM – Foto: Arquivo pessoal

Enzo Ryodi Sato, 18 anos, é um dos alunos que passou por uma das salas de altas habilidades e superdotação de Maringá. E aos 17 anos Enzo foi aprovado em física e matemática na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Sato prestou dois vestibulares seguidos e foi aprovado nos dois. 

“Foi uma decisão um pouco difícil porque gosto muito das duas áreas, mas acho que vou me dar melhor com matemática. Por isso escolhi essa área. Estou ansioso para iniciar as aulas obrigatórias porque estão suspensas por conta da pandemia”, disse o jovem. 

Enzo foi lapidado pelas professoras da sala de altas habilidades. O jovem gosta muito de ler e escrever poesias, mas tinha dificuldade para conseguir focar e pensar mais na hora da escrita. O trabalho das professoras de Maringá o ajudou. 

“Eu estava com um bloqueio muito grande em leitura quando conheci a sala. Depois que entrei isso me desenvolveu muito. Sou grato demais pelo trabalho das professoras. Foi incrível. Simplesmente adorei. O método de trabalho delas é incrível. A professora me ajudou a focar mais no meu objetivo. É um ambiente que a gente consegue produzir de forma confortável”, contou. 

O jovem de Maringá tem o sonho de ser professor e pesquisador. Agora, na universidade, vai lutar para realizar os dois sonhos. “Criei uma vontade muito grande de ser professor e ensinar outras pessoas. Quero ser professor do ensino médio e, se eu conseguir, quero ser pesquisador também”, acrescentou. 

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