Miniaturas de Maringá ganham vida em projeto que une tecnologia e trabalho artesanal

Ao longo de seis anos juntos, o casal maringaense Leandro Ceron Basso e Gabriel Chuecos Rocha cultivou o hábito de colecionar miniaturas dos destinos visitados em viagens. Da coleção, que inclui réplicas de Machu Picchu e do Cristo Redentor, por exemplo, surgiu a ideia de imortalizar também pontos turísticos da cidade onde moram em “mini lugares”.
“O Gabriel costuma falar que tem gente que gosta de colecionar memórias e momentos com fotos, tem gente também que gosta de colecionar canecas do lugar. E nós gostamos de miniaturas. Para a gente é muito muito afetivo. Maringá tem tanto ponto turístico legal, é uma cidade tão rica, tão bonita, e nós nunca encontramos algo que nos enchesse os olhos, aquilo que o Maringá merece”, conta Leandro.

Foi dessa lacuna que nasceu a proposta: criar as próprias peças. Com um processo que une tecnologia, arte e memória afetiva, o projeto foi criado para ajudar a enxergar e valorizar a cidade, com versões de lugares muito conhecidos que cabem na palma da mão.
O Mini Lugares começou a ser desenvolvido em abril de 2025 e levou cerca de um ano até chegar ao formato atual. Durante esse período, o casal conciliou a iniciativa com suas atividades profissionais – Gabriel atua na área de marketing e Leandro é professor com formação em artes visuais. A divisão de tarefas se mostrou complementar: enquanto Gabriel ficou responsável pela modelagem digital das peças, Leandro assumiu o trabalho manual de acabamento e pintura.
As miniaturas são produzidas com impressão 3D em resina e, após a impressão, cada peça passa por um processo artesanal que inclui lixamento, pintura e envernização. “Cada miniatura é única. Algumas levam até seis horas para serem finalizadas, por conta do nível de detalhamento”, explica, Leandro.
A primeira coleção, intitulada “Essenciais de Maringá – volume 1”, reúne quatro pontos emblemáticos da cidade: a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, o pórtico de entrada do Parque do Ingá, o Monumento ao Pioneiro (mais conhecido como “Peladão”) e o Terminal Intermodal de Maringá. A escolha dos locais levou em conta tanto a relevância turística quanto o vínculo afetivo dos criadores com cada espaço.
O lançamento estava previsto para o fim de 2025, mas foi adiado após o casal avaliar que o produto ainda não atingia o nível de qualidade desejado.
“A gente quer entregar uma coisa que esteja à altura para realmente expressar aquele lugar. O nosso projeto tem como intuito principal a valorização dos espaços de Maringá, a valorização do turismo, de querer levar para casa uma lembrança, uma coisa que realmente represente a beleza de Maringá”, diz Leandro.
O resultado foi apresentado ao público em abril de 2026 e carrega uma proposta simbólica. “Quando alguém compra uma peça, a gente espera que ela se sinta abraçada por Maringá”.
Segundo o criador do Mini Lugares, a iniciativa também busca incentivar o turismo e valorizar os profissionais envolvidos na construção dos espaços retratados, como arquitetos e engenheiros. Os feedbacks que o casal tem recebido destacam o realismo e o cuidado nos detalhes e sugestões do público nas redes sociais têm ajudado a definir as próximas criações.

“Nós amamos morar aqui, nós amamos Maringá. E o intuito aqui é valorizar os espaços, valorizar a cidade, valorizar o turismo, valorizar o comércio. E, de certa forma, representar toda essa beleza e toda essa riqueza que Maringá tem”, finaliza o idealizador do projeto.
