Moradores cobram segurança no local onde idosa morreu atropelada na faixa em Maringá; veja o que diz a Prefeitura

Moradores do Jardim São Francisco, na região norte de Maringá, estão cobrando mais segurança no trânsito da principal via do bairro, a Avenida Franklin Delano Roosevelt. Nesta quarta-feira, 10, Osni Nascimento de Souza, de 83 anos, morreu após ser atropelada por um motociclista enquanto atravessava na faixa de pedestre, no cruzamento da Avenida com a Rua Rio Itapemirim.
Maria Isabel da Silva Lopes tem receio de passar pelo cruzamento. Ela é moradora antiga do bairro e já viu vários acidentes acontecerem na esquina, onde houve a morte. “Esse lugar é muito perigoso. Tem acidentes direto. Até minha filha se envolveu numa batida aqui. Foi por Deus que ela não se machucou muito, a batida foi feia”, disse ela.
A velocidade máxima permitida na avenida, de 60 quilômetros por hora, não seira compatível com o trecho, segundo os moradores. O local do acidente fica na parte alta do bairro. Os condutores só tem a visão do cruzamento quando estão próximos. Árvores no canteiro central também dificultam na visibilidade.
“O ano retrasado aqui nós já fizemos uma abaixo assinado com 457 assinaturas e encaminhamos a prefeitura e a SEMOB pedindo melhorias. A resposta que tivemos é que naquele momento não era viável a instalação de um quebra-molas, um pardal ou qualquer coisa para diminuir a velocidade”, contou Darci Gonzaga, que mora no Jardim São Francisco desde 1994.
O que diz a Prefeitura
O secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Gilberto Purpur, conversou com o GMC Online sobre a situação do local. Segundo ele, a Avenida é bem sinalizada, as placas estão em acordo com o Código de Trânsito, há placas para pedestres, placas de velocidade, e as faixas foram pintadas recentemente. “Em relação ao índice de acidentes não aparece nem de longe como ponto crítico, que deva receber mais atenção. Os estudos técnicos demonstram que a pista contrária da Avenida, onde não aconteceu o acidente, é que tinha maior problema de velocidade…é onde tinha um radar que vai ser reposto nos próximos dias”, diz.
Segundo ele, a visibilidade no local é boa e, as árvores, por exemplo, não atrapalham em nada. “A 70 metros de distância a faixa de pedestre já é visível, então faltou cautela ao motociclista. A maior dificuldade dos motociclistas é a imperícia na hora de frear a moto. Não sei se foi esse o caso, mas nos treinamentos que damos percebemos essa dificuldade. É preciso que o motociclista faça a parte dele”, diz.
