No Dia Nacional da Luta da População de Rua, Centro POP realiza uma série de ações

O Centro POP de Maringá, que recebe em média 60 pessoas por dia, nesta quinta-feira, 19, está lotado. Mais de 100 moradores de rua recebem uma série de atendimentos durante todo a manhã e no período da tarde.
O coordenador do Centro POP, Marco Augusto da Silva diz que a ação marca o Dia Nacional da Luta da População de Rua.
“Existe essa data nacional […] e, agora, como está sendo sancionada no município, a gente resolveu fazer esse ato simbólico que é trazer a rede de atendimento para mais próximo do usuário […]. No último levantamento, a gente estava com um fluxo de mais ou menos umas 170/180 pessoas que estavam efetivamente na rua, passando por Maringá. Normalmente, a gente atende por dia cerca de 50/60 pessoas que vem para o atendimento com a assistente social e a psicóloga”, explica o coordenador.
O Consultório na Rua oferece atendimento médico. E quem ainda não foi vacinado contra a covid-19 poderá receber uma dose, segundo o coordenador do Consultório na Rua, Paulo Henrique Mai.
O CapsAd oferece atendimento para dependentes químicos. O diretor da unidade, Júlio Cabrera, diz que qualquer pessoa pode procurar o atendimento no CapsAd de forma espontânea.
“Todos os pacientes dentro desse público, desde que maiores de idade, pode nos procurar de segunda a sexta-feira das 7h às 19h, onde ele vai ser acolhido e participar dos atendimentos pela nossa equipe multiprofissional”, comenta Cabrera.
A dependência química é o que leva muitas pessoas a viver na rua. Benedito Francisco Coelho, de 52 anos, por exemplo, está nas ruas há 15 anos. Ele saiu de casa depois que a esposa pediu a separação. A bebida acabou com o casamento. Ele está há quatro meses sem beber, e tenta conseguir um emprego.
“É difícil. É casa de recuperação, albergue, esses atendimentos que tem, essas assistências. O que ajuda mais é a assistência social, porque o morador de rua depende disso aí e acaba que tem que dormir em qualquer lugar, acaba usando droga, bebendo, essas coisas. Eu ‘tô’ batalhando para conseguir um emprego, por isso vou pegar a quarentena no albergue lá que tem uns três meses para a gente ficar lá. Vai ficar bem mais fácil de eu sair e procurar um prego”, diz Coelho.
E há refugiados entre os moradores de rua. Daniel Montenegro estudava biologia marinha na Venezuela. Largou os estudos por causa da crise política e econômica e sem documentos mora na rua.
Os moradores de rua vão receber outros serviços também como corte de cabelo.



