Número de mortes no trânsito em Maringá neste ano é o menor desde 1997

Toda morte no trânsito da cidade é impactante porque em tese, com o respeito às leis de trânsito, é possível prevenir os acidentes. No último fim de semana, uma mulher morreu atropelada por uma motocicleta em Maringá. A filha dela, uma criança, também foi atingida pela moto.
O motociclista estava empinando a motocicleta e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Trânsito.
Na segunda-feira, 27, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) atualizou as estatísticas de acidentes e mortes. De janeiro até essa data, 30 pessoas morreram no trânsito urbano de Maringá. Desde 2009 essa estatística não considera as mortes na Avenida Colombo.
A série histórica começou em 1997. De lá para cá os números oscilam. Em 2020, em plena pandemia, 44 pessoas morreram em acidentes de trânsito, cinco vítimas a mais em relação ao ano anterior. 2021 é o ano com o menor número de mortes desde 1997. Depois dele vem 2016, com 38 mortes.
Para o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, a suspensão de aulas presenciais na Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem um importante impacto nesta redução de mortes.
“A educação para o trânsito ficou um pouco prejudicada este ano devido à pandemia, a gente não conseguiu muitas ações, porém ela continuou existindo de forma isolada. A fiscalização eletrônica, também, cada dia mais frequente, é um inibidor do excesso de velocidade e do avanço de sinal. E, por último, o motorista, e essa é uma peça fundamental para conseguir o número de mortes. É ele que tem que fazer a parte dele, mudar o comportamento, andar mais devagar, respeitar as leis de trânsito”, elenca Purpur.
“A pandemia também diminuiu um pouco o número de veículos circulando, principalmente a paralisação da maioria das escolas. A UEM que é o maior polo gerador de tráfego praticamente não funcionou, então isso tirou muitos veículos de circulação também”, acrescenta o secretário.
As estatísticas da Semob permitem também entender quem é a principal vítima do trânsito. Neste caso a análise é de dados desde 2005. Desta data em diante, 914 pessoas morreram no trânsito de Maringá. A grande maioria, 738, eram homens. Neste período os motociclistas também foram as principais vítimas: 485, seguidos de pedestres: 223.
E a faixa etária com mais mortes foi a de 20 a 29 anos: 233 vítimas. Depois desta faixa há uma tendência de queda, mas o percentual volta a subir a partir dos 70 anos de idade.

O gerente de educação no trânsito da Semob, Rafael Martins, diz que existem projetos em andamento para conscientizar motociclistas e motoristas sobre a segurança no trânsito.
“Diretamente nesse foco, que são os motociclistas, nós temos o projeto ‘Moto Vida’, que é um módulo nós damos como se fosse uma pós-graduação para aquela pessoa que já é habilitada. Então, o que acontece? Essa pessoa já tem ali o momento de aula prática, aula teórica, em que ela vai aprender algumas técnicas de pilotagem, isso vai fazer toda a diferença quando ela se inserir no trânsito. Mas, o nosso foco não é somente o motociclista, porque por diversas vezes o motociclista está com aquilo que a gente chama de ‘razão’ na mão dele, e outro veículo invade sua preferência, dá aquela fechada. Então, nós trabalhamos também com os condutores dos outros veículos que mutas vezes o motociclista não é o causador do acidente”, explica Martins.
As estatísticas da Semob são repassadas pelo 4º Batalhão de Polícia Militar, que considera morte no trânsito aquela ocorrida em até 30 dias após o acidente.
