Pai de santo de Maringá é denunciado por ex-namorada por agressões e violência patrimonial

Um líder religioso da umbanda, de Maringá, foi denunciado pela ex-namorada por cometer agressões físicas, violência psicológica, patrimonial e manipulação financeira.
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Segundo o boletim de ocorrência registrado em 5 de maio deste ano, ao qual a coluna teve acesso, a vítima teria mantido um relacionamento de aproximadamente um ano com o pai de santo, marcado por episódios de violência. Ela denunciou ter sofrido “socos, tapas, enforcamento e puxões de cabelo”, além de xingamentos e humilhações constantes.
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O documento também aponta que a mulher teria sofrido violência patrimonial. Em depoimento, ela alegou que o ex-companheiro destruiu dois celulares dela, causando um prejuízo aproximado de R$ 7,7 mil, além de tê-la manipulado emocionalmente para realizar transferências bancárias via Pix ao suspeito, que somariam cerca de R$ 27 mil.
Em entrevista à coluna, a vítima, que preferiu não se identificar, contou que após expor o caso nas redes sociais passou a receber mensagens de outras mulheres.
“Muitas meninas me procuraram dizendo que também sofreram abuso, assédio e manipulação, tanto no passado quanto recentemente. Algumas já fizeram boletim, outras ainda vão procurar a polícia”, relatou.
Ela ainda contou que o acusado utilizava sua posição de liderança religiosa para manter relações sexuais com outras frequentadoras do terreiro.
“É de anos que esse pai de santo assedia, usa da fragilidade e da fé das meninas que procuram a religião ali na vulnerabilidade e acabam se deparando com um cara abusivo”, disse.
Conforme os registros, a mulher já havia buscado ajuda em novembro de 2025, onde requisitou exames de corpo de delito.
“Eu sabia que só a minha palavra não bastaria. Então comecei a gravar escondido algumas situações porque ele é uma pessoa muito articulada”.
A mulher também diz ter sido mantida em cárcere privado após episódios de agressão. “Ele me mantinha no local até que os hematomas desaparecessem”, afirmou.
Imagens obtidas pela reportagem mostram hematomas nas pernas e braços da vítima, além de mensagens trocadas entre ela e o acusado, que, segundo a versão da vítima, costumava pedir desculpas, inclusive em cartas escritas à mão, após as agressões.
A coluna procurou a Polícia Civil do Paraná (PCPR), mas não obteve retorno até a última atualização.
O outro lado
As advogadas abaixo assinadas, na qualidade de patronas de WILKER CÉSAR NOVAIS BENTO, líder religioso da ABASSA DE OXÓSSI E OXALÁ, vêm a público prestar os devidos esclarecimentos acerca de informações que, segundo a defesa, não correspondem à realidade e vêm sendo veiculadas por sua ex-companheira.
É de conhecimento das signatárias a tramitação de processo judicial decorrente do término do relacionamento afetivo entre nosso cliente e sua ex-companheira. As questões debatidas nos autos referem-se exclusivamente a fatos e circunstâncias relacionados ao vínculo pessoal mantido entre as partes, tratando-se de matéria de natureza estritamente privada e submetida à apreciação do Poder Judiciário.
Importa esclarecer que as discussões travadas no referido processo não guardam qualquer relação com a atuação de nosso cliente como líder religioso, tampouco envolvem alegações de abuso ou violência no exercício de suas funções à frente do terreiro que dirige.
A defesa sustenta que a associação entre os fatos narrados e a atividade religiosa desempenhada por Wilker César Novais Bento configura tentativa de confundir a opinião pública e prejudicar sua imagem e reputação perante a comunidade.
Segundo a defesa, as afirmações veiculadas pela ex-companheira são inverídicas e teriam sido divulgadas com o propósito de atingir a honra, a dignidade e a imagem de nosso constituinte.
Informamos, ainda, que nosso cliente já está adotando as medidas judiciais cabíveis para que os fatos sejam devidamente apurados e para que a verdade prevaleça, inclusive com eventual responsabilização, nas esferas cível e criminal, caso sejam constatadas falsas imputações.
Por fim, reiteramos que WILKER CÉSAR NOVAIS BENTO permanece comprometido com sua missão religiosa e com a comunidade que serve, confiante de que a Justiça promoverá o devido esclarecimento dos fatos.
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