
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (25), sete mandados de busca e apreensão durante uma operação que investiga um grupo suspeito de fraudar a Prova Paraná Mais 2025. As ações ocorreram nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.
- Entre no canal do GMC Online no Instagram
- Acompanhe o GMC Online no Instagram
- Clique aqui e receba as nossas notícias pelo WhatsApp.
A investigação teve início após a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) identificar indícios de irregularidades na avaliação “Prova Paraná Mais 2025”. O exame é utilizado como critério classificatório para ingresso em instituições públicas de ensino superior por meio do programa Aprova Paraná Universidades.
- LEIA TAMBÉM: Motociclista fica gravemente ferido em acidente no Contorno Sul de Maringá; veja o vídeo
Conforme apurado, sete alunos teriam sido aprovados de forma irregular em cursos de alta concorrência. Entre os investigados, cinco ingressaram em Medicina em universidades estaduais, como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
As investigações apontam que o esquema envolveu estudantes de uma escola estadual de Tapejara. A fiscal responsável pela aplicação da prova também é alvo da operação, suspeita de facilitar ou se omitir durante o exame.
Seed aponta indícios de fraude
Em nota enviada ao GMC Online, a Secretaria de Estado da Educação informou que a suspeita surgiu após a análise dos resultados da prova. Segundo o órgão, uma mesma turma apresentou desempenho fora do padrão, com mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas rendimento abaixo da média na redação.
Ainda de acordo com a Seed, os resultados não eram compatíveis com o histórico escolar dos estudantes. Diante dos indícios, a secretaria solicitou à Polícia Civil a abertura de investigação. Durante as apurações, foi constatado que dois candidatos teriam utilizado celulares de forma oculta nos dois dias de prova para pesquisar respostas, repassando o conteúdo aos demais envolvidos por meio de anotações.
A Seed destacou que o caso é tratado como isolado e afirmou que situações que contrariem as regras serão alvo de medidas administrativas e legais. A pasta também reforçou o compromisso com a transparência e a lisura do programa Aprova Paraná Universidades.
UEM aguarda orientações
O GMC Online também entrou em contato com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), que informou que o processo seletivo do Aprova Paraná é conduzido pela Secretaria de Educação.
Em nota, a instituição afirmou que aguarda orientações oficiais sobre possíveis posicionamentos por parte das universidades envolvidas.