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01 de abril de 2026

Prefeito diz que Maringá não vai aceitar uma Delegacia da Mulher sem ‘delegada’


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 09/06/2021 às 14h40 Atualizado 02/02/2023 às 03h30
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Foto: Reprodução/Google Street View

A Polícia Civil diz que a pandemia atrasou em mais de um ano o novo concurso público para a contratação de delegados e, por falta de profissionais mulheres, um homem foi designado para a delegacia da Mulher de Maringá. O concurso da Polícia Civil será realizado em 3 de outubro e, depois disso, uma delegada será nomeada, diz a Secretaria de Segurança Pública.

Nessa terça-feira, 8, com a informação de que o delegado Rodolfo Vieira assumiu o comando da delegacia da Mulher de Maringá, houve repercussão. O Fórum de Mulheres Maringaenses divulgou uma nota de repúdio. A lei permite que um homem atue como delegado da Mulher. Mas a entidade teme que as vítimas de violência se sintam constrangidas e não denunciem crimes.

O prefeito Ulisses Maia também se posicionou sobre o tema. Nas redes sociais ele disse que “não podemos aceitar que uma delegacia que protege, acolhe e defende mulheres, seja comandada por um homem”.

O prefeito elogiou a competência do delegado Rodolfo Vieira, mas conversou até com o governador sobre o assunto.

“Com todo respeito ao delegado que foi designado, ele é um delegado muito competente e Maringá precisa de um delegado como ele e torcemos para que ele fique aqui em Maringá. Porém, é uma questão que nem dá muita dúvida em saber que o óbvio é que em uma delegacia de proteção à mulher, onde a mulher se sente nesse momento que procura a delegacia, extremamente fragilizada, ela está procurando por vítima de uma agressão, ameaça de feminicídio e todas as outras formas de violência, é evidente que essa mulher precisa ser acolhida por outra mulher.”, diz o prefeito.

O delegado Rodolfo foi designado para a delegacia da Mulher porque a única delegada que poderia assumir a função, Karen Nascimento, decidiu permanecer à frente da delegacia que comanda, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria).

Em nota, a Polícia Civil do Paraná reconheceu a falta histórica de efetivo.

Mas o problema se agravou por causa da pandemia. O concurso público para a contratação de delegados, que seria realizado em julho do ano passado, precisou ser adiado para outubro deste ano. Caso contrário os aprovados já estariam nomeados, diz a nota.

O concurso será dia 3 de outubro e oferece 400 vagas de policiais civis, sendo 50 de delegados.

A nota encerra dizendo que “tão logo o efetivo da Polícia Civil seja reposto, uma delegada deverá ser efetivada na unidade”.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

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