‘Preocupação são casos subnotificados’, diz secretária sobre violência sexual contra crianças

O que caracteriza um ato de violência sexual contra crianças? Como identificar esses casos? Como reagir quando uma criança relata que está sendo vítima de algum tipo de violência?
Essas são algumas questões que serão tratadas em uma capacitação promovida pela Secretaria da Criança de Maringá, o Programa Criança Protegida. De acordo com a secretária Aline Câmara, os casos de violência sexual contra crianças na maioria das vezes não são denunciados.
“A grande questão é a subnotificação. A projeção é que cada caso que chega para o conhecimento das autoridades, noves casos não chegam. Então, a subnotificação é de 90%. Mesmo que a gente tenha dados, eles não transmitem o real problema que a gente tem, justamente por não sabermos sequer identificar o que é violência sexual. Quando a gente fala de violência sexual, muita gente acredita que é quando se machuca, ou tem algum sangramento, uma conjunção carnal. Mas a violência sexual vai muito além disso”, diz a secretária.
Segundo a secretária, esta é a primeira etapa do programa que vai capacitar primeiramente servidores, mas será aberto ao público interessado.
O lançamento do programa será nesta quarta-feira, 12, com várias atividades na Praça da Catedral.
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