Professor da UEM investigado por abuso sexual é exonerado

Um professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que é investigado por abuso sexual, foi exonerado. Duas alunas da UEM denunciaram o docente, que também é investigado por outras denúncias.
Após processo administrativo, a UEM decidiu pela exoneração do professor que havia sido afastado das funções. As denúncias repercutiram em fevereiro deste ano. Na época, a UEM abriu uma sindicância e um processo administrativo para apurar a possível situação de abuso sexual contra duas alunas da instituição. O professor denunciado dava aulas no curso de enfermagem e foi afastado das funções.
O comitê analisou as denúncias contra o docente. A reitoria da UEM acatou a decisão e decidiu pela exoneração do professor. É o que explica a reitora em exercício da instituição, Gisele Mendes de Carvalho.
“Assim que a gente soube, a gente se valeu desse afastamento preventivo, que é uma medida cautelar, assim ele não teria contato com as alunas, com ninguém na universidade. Quando acontece alguma infração na universidade, em primeiro momento é aberto uma sindicância, que é uma espécie de inquérito para a apuração de indícios e depois é transformado ou não em processo administrativo. A comissão da sindicância decidiu apontar para a necessidade de abertura do processo administrativo, que é um segundo momento, quando no processo já existem provas mais robustas, testemunhas”, disse ela.
“E a Reitoria abriu o processo administrativo. Foram alguns meses caminhando nesse sentido. (….) E a comissão desse processo administrativo decidiu por demitir, ou como a gente fala, exonerar o professor pelo que ele tinha feito. Foi enviado para a Reitoria essa semana, que poderia acatar ou não o parecer dessa comissão de sindicância, e nós decidimos acatar o parecer da exoneração do professor”, completou.
A exoneração foi publicada no diário oficial da UEM do dia 20. Outras denúncias contra o homem também surgiram e são apuradas pela polícia. O professor também atuava no Hospital Universitário e tinha uma clínica particular de hipnoterapia.
A exoneração cabe recurso.
