Profissionais da enfermagem de Maringá farão protesto contra decisão do STF que suspense o pagamento do piso salarial

Profissionais da área da enfermagem realizarão protesto em Maringá, nesta sexta-feira, 9, contra a mais recente decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, que suspendeu o piso nacional da categoria.
Participarão da manifestação enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares em enfermagem e parteiras, além de demais servidores. A manifestação é organizada pelo Sismmar (Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá).
O protesto será realizado em frente a Secretaria de Saúde de Maringá, na avenida Prudente de Morais, 885. A concentração está prevista para começar as 11h.
A presidente do Sismmar, que representa a categoria dos profissionais da enfermagem de Maringá, Priscila Guedes, comenta sobre a realização do ato.
“Os profissionais da saúde há anos lutam pela garantia do piso mínimo a nível nacional. Foi aprovado esse piso de maneira vitoriosa, que começa num sentido de valorizar esses profissionais, porém, tivemos um contra-ataque de comerciantes da saúde, que lidam com a saúde como um comércio, e hoje tem esse impedimento para que o piso tenha validade em nível nacional”, diz Priscila.
Também participarão do ato outras entidades sindicais, como o Sismus (Sindicato dos Servidores Municipais de Sarandi), Stessmar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde de Maringá) e Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá).
ENTENDA A SUSPENSÃO DO PISO SALARIAL DA ENFERMAGEM
Luís Roberto Barroso, ministro do STF, suspendeu a lei que estabelece os valores mínimos para o pagamento dos profissionais da enfermagem de todo o país por meio de uma liminar expedida no último domingo, dia 4.
A lei que estabelece o piso nacional da categoria foi aprovada pelo congresso em maio e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto.
A valor que viria a ser pago aos enfermeiros seria de R$ 4.750; já os técnicos e enfermagem receberiam R$ 3.325; parteiras e auxiliares de enfermagem ganhariam R$ 2.375.
