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01 de abril de 2026

Relembre a história de Miguelzinho, policial ‘linha-dura’ de Maringá


Por Ivy Valsecchi, com projeto Maringá Histórica Publicado 21/04/2022 às 16h05 Atualizado 20/10/2022 às 19h35
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Relembre a história de Miguelzinho, policial 'linha-dura' de Maringá
Foto: Acervo Maringá Histórica

Ele não escondia que mantinha em seu carro uma metralhadora e a usava sempre que preciso. O medo dos malfeitores era pelo fato, segundo contam seus colegas de corporação, de que ele não poupava balas para eliminar aqueles que infringiam a lei. Nascido em Catuni (MG), e em Maringá desde 1983, “Miguelzinho”, como ficou conhecido, era um policial civil temido por bandidos de todo tipo. Ele atuou na corporação por 29 anos, até que foi eleito como vereador de Maringá pelo PDT, em 1996, com 1.484 votos. Três anos depois migraria para o PMDB. 

Na cidade, acabou ganhando a fama de policial “linha dura” e não negava quando era acusado de “matador de bandidos”. Usava um característico cavanhaque ou bigode e, quase sempre, estava de óculos escuros.

Em 1992, Miguelzinho liderou a perseguição que resultou na morte de quatro contraventores no pátio do então Hotel Berlin, no centro da cidade. Policiais chegaram na agência do Bamerindus, no “Maringá Velho”, no momento que os assaltantes fugiam. Após a perseguição, os bandidos acabaram mortos no local onde estavam hospedados. 

Relembre a história de Miguelzinho, policial 'linha-dura' de Maringá
Com sua fama e popularidade, acabou disputando uma cadeira na Câmara Municipal de Maringá em 1996, quando usou como símbolo de campanha uma “estrela de xerife”. Dois anos depois, concorreu para Deputado Estadual. Obteve 5.894 votos e acabou não sendo eleito. 
Foto: Acervo Maringá Histórica

Em entrevista ao GMC Online em julho de 2020, o delegado José Aparecido Jacovós, que atualmente é deputado estadual pelo PL e trabalhou com Miguelzinho por mais de uma década, contou que ele sempre carregava uma metralhadora na viatura.

Naquela época, os bandidos costumavam confrontar a polícia, nós tínhamos de estar preparados. Na polícia nós chamávamos ele de Miguelzinho, e na cidade era mais conhecido como ‘Miguelzinho justiceiro’, disse.

Valter de Souza, que foi investigador da Seção de Furtos e Roubos de Maringá, também deu um depoimento ao GMC sobre Miguelzinho:

“O Miguel tinha o que chamamos de ‘tino policial’, parece que nasceu para fazer polícia e fazia bem feito. Sempre que tinha uma situação grave, de risco, ele fazia questão de acompanhar as equipes, independentemente de dia e hora. Não calculava a carga horária, o que importava era o resultado”, lembra.

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Jacovós, Miguelzinho e o investigador Valter de Souza. Foto: Maringá Histórica

No dia 28 de setembro de 1995, o então investigador-chefe do Comando de Operações Especiais da 9ª SDP, da Polícia Civil, Miguel de Oliveira viu diversas mensagens que foram veiculadas em outdoors pela cidade. Além de felicitações por mais um ano de vida, os anúncios o agradeciam pelos serviços prestados pela comunidade. 

Morte

No final de 2000, Miguelzinho disputaria a reeleição para vereador, mas acabou falecendo antes, aos 50 anos, em 7 de abril. 15 dias antes havia descoberto um câncer no esôfago e estava em tratamento na capital do Estado, no Hospital Erasto Gaertner. O translado do corpo foi feito pelo avião particular do então prefeito Jairo Gianoto, sendo recebido no aeroporto por autoridades, familiares e admiradores. 

Ainda hoje muitos acreditam que sua morte foi uma retaliação aos seus atos contra a classe criminosa. Miguelzinho deixou sua esposa, Elisete da Silva Oliveira, e duas filhas. 

Com informações do Maringá Histórica.

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