Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

02 de abril de 2026

Sem controle sobre autotestes, risco de subnotificação é maior; alertam especialistas


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 03/06/2022 às 20h22 Atualizado 21/10/2022 às 00h08
Ouvir: 00:00
Foto Ilustrativa: Reprodução/redes sociais

A subnotificação de casos de Covid-19 em Maringá e em todo o país pode estar ocorrendo por diversos fatores. Um deles é em função do autoteste. Liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o autoteste é comprado em farmácias e pode ser feito em casa. Mas não há um mecanismo de registro quando o resultado é positivo.

A reportagem questionou a Secretaria de Saúde de Maringá sobre o assunto.
A Secretaria informou que na bula do autoteste o usuário é orientado a procurar um atendimento médico para notificação em caso positivo. Mas há dois problemas: primeiro não há nenhuma garantia de que o usuário fará isso e segundo que para o cálculo da taxa de positividade também é muito importante o registro dos casos negativos.
A esperança é que muitos procurem o serviço de saúde porque vão precisar de atestado médico para o período de isolamento domiciliar.

E a orientação é que a quarentena comece a partir do início dos sintomas.

O resultado do autoteste só poderia ser computado com mais exatidão se o Ministério da Saúde associasse a compra ao preenchimento da ficha de notificação.

Uma sugestão de um ouvinte, que é médico, seria anotar o CPF do cidadão que compra o autoteste e informar o gestor público.

Sobre isso, a Secretaria de Saúde informou apenas que essa medida caberia ao estabelecimento que vendeu o autoteste

Já em relação aos testes realizados em farmácias há um sistema de notificação. As próprias farmácias preenchem os dados no site do Estado do Paraná no chamado “Notifica Covid”.

As farmácias têm como obrigação orientar sobre os sintomas de agravamento da doença que requerem atendimento médico.

A CBN não conseguiu entrevista sobre o assunto, todos os questionamentos foram respondidos pela Secretaria de Saúde de Maringá por meio de nota.

Veja outras matérias na CBN Maringá. 

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação