Terreno com mais de 7,5 mil m² na Zona 8 de Maringá, espólio de Juarez Arantes, vai a leilão


Por Walter Téle Menechino

Uma das inúmeras propriedades urbanas deixadas pelo excêntrico e folclórico empresário maringaense Juarez Artur Arantes vai a leilão judicial no dia 2 de março. Trata-se de uma área utilizável de 7,5 mil m², na Zona 8 de Maringá, com frente para a Avenida Monteiro Lobato e fundos com a margem direita do Córrego Merlo. Na primeira praça, às 10h, o preço mínimo é R$ 13 milhões. Na segunda, meia hora depois, cai para R$ 6,5 milhões.

Juarez Arantes, de menino pobre que vendia doces tornou-se um dos homens mais ricos de Maringá. Foto: Arquivo Pessoal

Juarez, que chegou a Maringá aos 14 anos, teve uma origem humilde e pouco estudou. Na sua sua terra natal, vendia doces e sabão em pedra nas ruas. Mas por aqui, como ambulante interurbano, fez fortuna vendendo medicamentos e chegou a ser considerado um dos homens mais ricos da cidade. Teve a sua própria distribuidora e, com os lucros, passou a comprar fazendas pela região.

Ele faleceu no dia 21 de julho de 2022, após ter sido encontrado caído no quarto onde morava há décadas, no Hotel Deville – antes morou no antigo Hotel Bandeirantes. Chegou vivo ao hospital, mas não resistiu ao AVC. Ele teve cinco filhos e ganhou fama, não apenas pelo patrimônio amealhado, mas pelos seus hábitos excêntricos: dirigia um velho e surrado Del Rey, portava no cano da bota uma garrafinha pet com café, gelado e melado de tanto açúcar.

Visionário, entrou na onda de investir no Norte do país, comprando grandes extensões de terras por preços muito baixos, tendo como referência os praticados no Paraná. A maior parte das fazendas ficava no Tocantins, para onde costuma ir pilotando o próprio avião. Em uma dessas viagens, caiu na Floresta Amazônica, onde ficou por dias, até ser encontrado.

O lote que será leiloado pela Hammer Casa de Leilões já foi objeto de Agravo de Instrumento, interposto por Haroldo Francisco Arantes, herdeiro de Juarez Arantes, com o objetivo de suspender o leilão e substituir o imóvel penhorado. No entanto, o referido recurso foi improvido e contra este acórdão foi interposto Recurso Especial, restando o mesmo em tramitação, em 21 de novembro de 2025.

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