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02 de abril de 2026

Alta de preços internacionais desestimula importações em janeiro, diz Abiquim


Por Agência Estado Publicado 14/02/2022 às 15h13 Atualizado 20/10/2022 às 13h36
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Com a alta nos preços internacionais, as importações de produtos químicos diminuíram 13,1% em janeiro de 2022 ante o mesmo período do ano passado, para 3,7 milhões de toneladas, com retrações de volumes em praticamente todos os grupos de produtos acompanhados, informou nesta segunda-feira, 14, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em valores, as importações brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 5 bilhões em janeiro de 2022, aumento de 43,1% em relação ao total de janeiro de 2021. Os preços dos produtos importados estão 64,8% mais altos.

Já as exportações, de praticamente US$ 1,3 bilhão, refletem o crescimento das vendas de produtos químicos, em valor, de 43% na comparação com o mês de janeiro do ano passado, mas redução de 20,5% em relação a dezembro de 2021. No mês, o volume de pouco mais do que 1,2 milhão de toneladas sinaliza retrações de 5,5% em relação a janeiro de 2021 e de 30,8% na comparação com dezembro passado, com significativos recuos nas quantidades físicas vendidas ao exterior de produtos químicos inorgânicos (-35,5%), de orgânicos (-25,4%) e de resinas termoplásticas (-8,4%).

O resultado da balança comercial para o primeiro mês do ano foi de um déficit superior a US$ 3,7 bilhões, no mês, e de US$ 47,2 bilhões, em bases anualizadas, respectivamente novos recordes para meses de janeiro e últimos doze meses (fevereiro de 2021 a janeiro de 2022).

Segundo a Abiquim existem “mais evidências de que 2022 será um ano particularmente crítico para o setor, no qual previsibilidade regulatória e fortalecimento de uma agenda robusta de competitividade terão papel central para toda a cadeia produtiva, com consequências enormes para milhares de empregos e para o futuro da indústria química nacional”.

Para o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, mudanças bruscas no ambiente de negócios do comércio exterior causam turbulências irreparáveis para o setor produtivo instalado, para os investidores e, com isso, impactam a economia brasileira como um todo. “Segurança jurídica e publicidade oficial das estatísticas de operações aduaneiras são ativos estratégicos para as avaliações de cenário e planejamentos empresariais, setoriais e das próprias políticas públicas de comércio exterior”, comenta.

O setor industrial defende prioritariamente neste momento a garantia de existência do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), nos termos previstos em lei, e o religamento imediato do SISCORI, sistema de dados estatísticos sobre operações aduaneiras.

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