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19 de fevereiro de 2026

Aluna que se intoxicou em piscina onde mulher morreu em SP tem alta hospitalar


Por Agência Estado Publicado 18/02/2026 às 16h38
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Letícia Oliveira, de 29 anos, uma das vítimas da intoxicação na piscina da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, recebeu alta do hospital onde estava internada desde o dia 7 deste mês. Ela nadava com a filha de 3 anos quando passou mal.

A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que estava na mesma piscina, morreu por conta da intoxicação. Letícia ficou uma semana internada, sendo 4 dias em UTI.

A academia foi interditada pela Prefeitura e os três sócios vão responder por homicídio com dolo eventual. A defesa dos sócios foi procurada e ainda não deu retorno. Anteriormente, os advogados disseram ao Estadão que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Mistura tóxica na limpeza

A intoxicação pode ter sido causada por uma mistura de produtos com cloro em um balde que estava ao lado da piscina. Letícia estava na água com a filha quando passou mal.

Após receber alta, ela disse à TV Globo que muitas crianças entraram na piscina no mesmo dia e que ela e a filha poderiam ter morrido.

“Eu estou muito grata que estou aqui hoje para contar essa história e pedir Justiça. Poderia ser minha filha, poderia ser eu. Poderia ser várias crianças que estavam naquela piscina naquele dia, média de 15 crianças”, diz.

Gás de cloro

Com ela, agora são seis as vítimas que já tiveram alta hospitalar após a intoxicação. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, de 31, recebeu alta no domingo, 15, após passar uma semana na UTI, além de um dia no quarto do hospital.

O caso aconteceu no dia 7 de fevereiro na zona leste de São Paulo. Câmeras de segurança gravaram o momento em que alunos saem da água. Juliana Bassetto e o marido foram levados ao hospital, assim como outras cinco pessoas. Juliana não resistiu.

Frequentadores da academia que estavam na área da piscina relataram que havia um balde próximo à borda que expelia um gás, produzindo ardência nos olhos. A suspeita é de que o gás cloro, que é altamente tóxico, tenha causado a tragédia.

A academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo pouco depois do fato. A Polícia Civil do Estado de São Paulo indiciou os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração por homicídio com dolo eventual.

No pedido de indiciamento, o delegado do 42º DP (São Lucas), Alexandre Bento, afirma que eles teriam sido displicentes no atendimento às vítimas e buscado dificultar a investigação do caso, incluindo a tentativa de descaracterizar o local após a morte. O delegado chegou a pedir a prisão dos sócios, mas a justiça negou.

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