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03 de julho de 2026

BNDES se prepara para “super El Niño” com ações contra enchentes e incêndios na Amazônia


Por Agência Estado Publicado 03/07/2026 às 14h06
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O governo está muito atento em todos os níveis em relação aos efeitos que o chamado “super El Niño”, fenômeno natural previsto para se intensificar a partir de setembro deste ano, deve trazer para o Brasil, disse há pouco o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

Segundo ele, a partir da experiência que o banco teve com as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, também provocadas pelas mudanças climáticas, já foram criadas áreas específicas para acompanhar o fenômeno. Desta vez, a expectativa é de que os oceanos registrem aquecimento de cinco graus acima da temperatura média histórica.

“Teremos muita chuva no sul de novo, inundações, muitas ondas de calor no Sudeste, e alguns problemas hídricos. O sistema Cantareira (em São Paulo) hoje é um sistema que está numa situação já crítica, tanto que São Paulo está pedindo mais água aqui para o Rio de Janeiro. Também veremos seca severa e muito calor no Norte e no Nordeste. Na Amazônia, o risco é de incêndio”, informou Mercadante, após participar, junto do governo do Rio de Janeiro, do lançamento de editais de mais de R$ 76 milhões para recuperação da Mata Atlântica no estado, em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Para minimizar o impacto do “super El Niño”, informou Mercadante, o BNDES destinou R$ 45 milhões para cada um dos nove estados abrangidos pela floresta amazônica, “só para comprar equipamentos de combate ao incêndio”, explicou, citando como exemplo drones que retiram água do rio para combater o fogo. “É um sistema muito moderno, muito tecnológico”, reforçou, acrescentando que uma central da Polícia Federal, também financiada pelo banco, tem as imagens de satélite onde estão todos os focos de incêndio, “e por inteligência artificial você sabe o que está mais rápido e onde você tem que atacar primeiro”, acrescentou.

Além disso, mais R$ 836 milhões foram destinados ao Ibama e mais R$ 318 milhões à Polícia Federal para compra de helicópteros, lanchas, blindadas, e todo um sistema central para acompanhar o manejo do fogo, informou.

“A seca é um desafio ainda maior, nós estamos fazendo R$ 600 milhões, por exemplo, no canal do Sertão para o estado do Ceará, que sai da transposição do rio São Francisco, exatamente para aumentar a oferta de água em uma grande concentração urbana”, disse o executivo.

“Muitas medidas prudenciais estão sendo tomadas, medidas de resiliência, e faremos as medidas emergenciais”, ressaltou. lembrando que esta semana o banco assinou acordo com o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e os Fuzileiros Navais para fortalecer esse núcleo coordenador e a capacidade de pronta resposta do Estado brasileiro.

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